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Chefe do tráfico Morro Dona Marta foge de operação da Polícia Civil contra CV

Mexicano, apontado como chefe do tráfico do Dona Marta, continua foragido após evasão durante operação da Polícia Civil contra o Comando Vermelho

Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro
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  • Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como Mexicano, chefe do tráfico do Dona Marta, fugiu por uma mata próxima ao mirante durante a operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na terça-feira, 23; ele continua foragido e tem mandado de prisão em aberto.
  • A investigação, que durou vinte e dois meses pela DRE-CAP, indicou que Silva lidera o tráfico na comunidade desde 2008, ampliando o poder bélico da facção na região.
  • A ação visava responsabilizar criminalmente investigados e enfraquecer a estrutura financeira e operacional do Comando Vermelho, com diligências para localizar criminosos e apreender armas, drogas e outros materiais.
  • A ofensiva faz parte da Operação Contenção, que busca conter o avanço territorial do Comando Vermelho e já resultou na prisão de mais de trezentos e sessenta criminosos e na morte de cento e trinta e sete em confrontos.
  • Parte das escolas em Botafogo interrompeu atividades; um passageiro foi baleado em um ônibus na rua São Clemente e o Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, cobrou segurança para o transporte público.

Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como Mexicano, é apontado como chefe do tráfico do Dona Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Ele fugiu durante a operação da Polícia Civil realizada na terça-feira 23, por mata próxima ao mirante do morro. Está foragido e tem mandado de prisão em aberto por investigação ligada ao Comando Vermelho.

A ação faz parte de 22 meses de investigações da DRE-CAP, que identificaram a liderança responsável pela administração das atividades criminosas no Morro Dona Marta. A polícia afirma que houve coordenação logística do tráfico, distribuição de funções entre integrantes e domínio territorial armado.

Agentes da Core, DGPE e DGPC participaram da ofensiva, integrada à Operação Contenção, que visa enfraquecer a estrutura financeira, logística e operacional do CV. Em ações anteriores, mais de 360 criminosos foram capturados e 137 mortos em confrontos ligados à força-tarefa.

Parte das escolas em Botafogo interromperam atividades na terça. Um passageiro foi baleado em um ônibus na rua São Clemente durante a operação. O Rio Ônibus, sindicato das empresas, repudiou a violência e afirmou que o transporte público precisa ser seguro para passageiros e trabalhadores.

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