- O Google anunciou uma atualização de privacidade para serviços de busca, que pode armazenar mídias carregadas durante interações com o Search para treinar modelos de IA.
- A nova opção, chamada Search Services History, já vem ativada em alguns casos; usuários que tinham Web & App Activity ou Search Personalization desativados podem encontrar a opção desligada.
- Para não usar as mídias carregadas em treinamentos, é preciso entrar em My Activity, selecionar a aba Search Services History e desmarcar a caixa “Save media”; é possível desativar o recurso inteiro e excluir a atividade.
- O aviso exibido durante a desativação indica que as mídias salvas podem ficar disponíveis para o treinamento de IA por até quatro anos, mesmo após a exclusão da atividade original.
- Especialistas ressaltam que a mudança coloca a responsabilidade de desligar o recurso no usuário e levantam a discussão sobre prática de opt-out versus opt-in em plataformas digitais.
Google está aumentando o leque de dados para o treinamento de IA a partir do histórico de buscas. A mudança, que faz parte de um rollout global, permite armazenar mídia enviada pelos usuários em interações com as ferramentas de busca.
A novidade aparece na configuração da conta chamada Search Services History. Na prática, dados como imagens usadas no Lens, áudios do Translate e conteúdos enviados pelo usuário podem ser retidos para aprimorar os modelos de IA.
Para quem não deseja isso, basta acessar a página Minha atividade e usar a aba Search Services History. Lá é possível desativar o salvamento de toda a atividade e, especialmente, desmarcar a opção Save media para evitar que uploads de imagens sejam usados no treinamento.
A opt-out prática é recomendada agora, já que o treinamento fica ativo assim que a mídia é salva. A mensagem de confirmação mostra que os dados podem permanecer usados para treinar modelos de IA por até quatro anos, mesmo com deleção da atividade original.
A empresa aponta que essas configurações visam oferecer resultados mais relevantes e facilitar a revisita de pesquisas, incluindo buscas visuais e por voz. A opção pode ser ativada ou desativada a qualquer momento.
O que está sendo salvado inclui imagens, arquivos, áudio e vídeo das interações com os serviços de busca. Entre os exemplos estão imagens do Google Lens, gravações de pesquisas por voz e conteúdos enviados pelo usuário.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a coleta de diferentes tipos de dados facilita o aperfeiçoamento de modelos de IA e pode gerar vantagem competitiva para a gigante de tecnologia pela escala de usuários.
Para alguns especialistas, a escolha de exigir opt-in seria mais adequada do que uma configuração já ativada, pois reduz o peso sobre o usuário. A opinião é de que as empresas deveriam justificar melhor o benefício de tais recursos.
A comunicação enviada pela Google ao portal de testes indica que a mudança oferece maior controle sobre o histórico salvo. O texto também cita exemplos de utilidade, sem detalhar extensivamente o uso para treinamento de IA.
Profissionais de privacidade ressaltam que mudanças desse tipo exigem que o usuário dedique tempo para entender as opções. A sensação geral é de que a responsabilidade de proteger dados recai sobre o usuário, de forma quase constante.
A cobertura ressalta a necessidade de informações claras sobre o que é salvo, por que e por quanto tempo. A resposta oficial da empresa sobre a configuração não confirmou se o ajuste já aparece por padrão para todos os usuários.
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