- A Cité du Vin de Bordeaux completou dez anos e, em dezoito de junho, Jean Bernard foi eleito presidente, substituindo Sylvie Cazes.
- Bernard tem passagem de mais de dez anos pelo grupo LVMH entre Cognac e Paris e, depois, atuou por três décadas no grupo Bernard; ingressou no conselho da instituição há um ano.
- O novo presidente quer ampliar o alcance internacional da Cité, valorizando as culturas do vinho com exposições permanentes e temporárias, começando pela Geórgia.
- A instituição recebeu 3,5 milhões de visitantes desde 2016 e recebe hoje cerca de 400 mil por ano; o objetivo é manter o reconhecimento da cidade de Bordeaux.
- Em um contexto de turismo incerto e queda no consumo de vinho entre jovens, Bernard vê oportunidades em novas formas de consumo e na narrativa das histórias dos profissionais do setor.
Jean Bernard assume a presidência da Cité du Vin de Bordeaux após a demissão de Sylvie Cazes. A cerimônia de entrega das chaves ocorreu em 18 de junho, no marco dos 10 anos do museu, que celebra sua trajetória na cidade e no cenário cultural.
A nomeação encerra o período de transição iniciado com a saída de Cazes. Bernard, que já integrava o conselho da instituição, chega para manter o foco no alcance internacional do espaço e fortalecer o papel da Cité du Vin na promoção da cultura vitivinícola.
Perfil e trajetória de Bernard
Bernard tem mais de 30 anos de atuação no setor de vinhos e licores, com passagem de mais de uma década pelo grupo LVMH entre Cognac e Paris. Em seguida, atuou no grupo Bernard, família da indústria, até ingressar no conselho da Cité du Vin.
O novo presidente afirma que a Cité du Vin é um espaço vivo que deve ampliar a difusão mundial das culturas do vinho por meio de exposições permanentes e temporárias. Seu objetivo é iniciar parcerias com regiões vitícolas diversas, começando pela Geórgia.
Desafios e objetivos para a instituição
A Cité du Vin mantém forte atratividade após dez anos, recebendo cerca de 400 mil visitantes por ano. Bernard reconhece o cenário econômico incerto e o impacto do turismo, mas aponta a atratividade da França para visitantes estrangeiros como razão para seguir investindo.
A queda no consumo de vinho, sobretudo entre jovens, é vista como desafio, mas o novo presidente enxerga mudanças no comportamento do consumidor e a necessidade de contar melhor as histórias por trás dos produtos e dos profissionais.
Compromisso com Bordeaux e o seu legado
Bernard ressalta que o vínculo entre o raio de atuação da Cité du Vin e a atratividade de Bordeaux é estratégico para a cidade. Ele reforça que a França possui saberes e filiações fortes em toda a filiera vitivinícola, que devem ser destacados para sustentar o projeto a longo prazo.
A instituição pretende avançar com uma visão de expansão e maior visibilidade internacional, mantendo o museu como referência cultural durante a transição e além.
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