- Um homem de 36 anos foi preso preventivamente em Farturinha, zona rural de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, suspeito de usar o ChatGPT para planejar a morte do próprio filho, de 8 anos.
- As conversas com a inteligência artificial teriam descrito métodos para matar a criança, incluindo arma de fogo, corda e veneno, e a informação de que pretendia contratar um pistoleiro por R$ 50 mil.
- O objetivo seria evitar pagamento de pensão alimentícia, e o investigado também teria manifestado a intenção de promover ataques a escolas, igrejas e autoridades públicas.
- O alerta foi feito pela OpenAI à Polícia Federal dos Estados Unidos, que repassou as informações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Polícia Civil do Espírito Santo.
- A operação ocorreu após o recebimento da notificação em 16 de junho; o suspeito foi localizado em 19 de junho, com mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão cumpridos e o celular dele recolhido para perícia.
Um homem de 36 anos foi preso preventivamente em Farturinha, zona rural de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, nesta sexta-feira (27/06). Ele é suspeito de usar uma ferramenta de inteligência artificial para planejar a morte do próprio filho, de 8 anos. O caso ocorreu após a OpenAI alertar a polícia norte-americana sobre as conversas com o chatbot.
Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo (PC-ES), o investigado utilizava o ChatGPT como um diário para detalhar os planos. Nas mensagens, ele descreveu métodos para matar a criança, citou arma de fogo, corda e veneno, e chegou a dizer que contrataria um pistoleiro por 50 mil reais.
Os investigadores indicam que o objetivo seria evitar o pagamento de pensão alimentícia. Além do plano contra o menino, o suspeito mencionou ataques a escolas, igrejas e autoridades públicas, o que elevou o nível de risco apurado pela polícia.
O alerta chegou ao Brasil em 16 de junho e, após diligências, o suspeito foi localizado em 19 de junho, um dia antes da data indicada nas conversas para a execução do crime. Ação envolveu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão; celular foi apreendido para perícia.
Durante o interrogatório, o homem negou a intenção de praticar os crimes, mas admitiu as pesquisas realizadas na plataforma de IA. A defesa de sigilo da identidade da criança permanece, preservando a vítima.
O delegado Brenno Andrade, responsável pelo caso, informou que as investigações vão confrontar as conversas com o conteúdo do telefone apreendido. O objetivo é confirmar se houve providências para contratação de terceiros ou efetivação dos crimes mencionados.
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