- Estima-se que cerca de 170 mil pessoas em Inglaterra devem morrer até 2035 por doenças cardíacas associadas à obesidade, se as tendências atuais persistirem.
- Aproximadamente 45 pessoas por dia devem morrer de doenças cardiovasculares ligadas ao excesso de peso na Inglaterra ao longo da próxima década.
- Em 2023, foram registradas 16.156 mortes por doença cardiovascular atribuídas ao alto índice de massa corporal (IMC) na Inglaterra, equivalentes a 28 óbitos por 100 mil habitantes.
- Um em cada nove óbitos cardiovasculares anuais na Inglaterra é atribuído ao peso excessivo; as taxas variam por região, com o North East tendo a maior participação de obesidade e Londres a menor.
- Organizações e autoridades pedem ações do governo, como padrões alimentares mais saudáveis e legislação para melhorar a qualidade da alimentação para reduzir mortes relacionadas à obesidade.
Em Inglaterra, cerca de 170 mil pessoas devem morrer até 2035 por condições cardíacas associadas à obesidade, aponta uma análise da principal ONG britânica de coração. O levantamento projeta aproximadamente 45 óbitos por dia se as tendências atuais persistirem.
A pesquisa, da British Heart Foundation (BHF), usa dados do Global Burden of Disease. Em 2023, houve 16.156 mortes por doenças cardiovasculares atribuídas a um índice de massa corporal elevado, com taxa de 28 falecimentos por 100 mil habitantes.
Segundo a BHF, a obesidade é um fator de risco crucial para o coração e o sistema circulatório, já que o excesso de peso favorece acúmulo de gordura nas artérias e facilita infartos e derrames.
Dr.a Charmaine Griffiths, CEO da BHF, alerta para um possível avanço da obesidade que pode ter consequências graves por décadas. O aumento de peso é um dos principais impulsionadores das doenças cardíacas, afirma.
Griffiths cobra ações rápidas do governo, lembrando que promessas de uma revolução alimentar saudável ainda não viraram políticas. Ela diz que metas concretas podem evitar milhares de mortes.
A executiva da Obesity Health Alliance, Katharine Jenner, reforça que milhões de vidas podem ser poupadas com medidas eficazes. Ela destaca a necessidade de padrões obrigatórios de saúde alimentar para empresas.
A análise também traça variações regionais: o NE da Inglaterra tem a maior taxa de obesidade entre adultos (acima de 36%), seguido pelo West Midlands (34%), enquanto Londres registra 21%.
Um em cada nove óbitos cardiovasculares na Inglaterra é atribuído ao excesso de peso a cada ano, segundo o estudo, evidenciando a magnitude da crise de saúde pública.
O Departamento de Saúde e Cuidados Sociais (DoHSC) informou que a doença cardiovascular continua entre as principais causas de morte no país. O órgão cita medidas como tratamentos com medicamentos de perda de peso e incentivos a restaurantes para melhorar a oferta de alimentos mais saudáveis.
O DoHSC também afirma que há ações para melhorar a prevenção, acelerar o diagnóstico e ampliar o acesso a cuidados de qualidade, independentemente da região.
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