- A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos foram denunciados no Maranhão por tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra Samara Regina Dutra Soares, 19, grávida de seis meses, ocorridos em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, em abril.
- A vítima foi alvo de agressões físicas e mentais após ser acusada de ter furtado um anel; o policial chegou a usar arma de fogo e a arrastar a mulher pelos cabelos.
- Segundo a denúncia, a dupla pretendia dopar Samara para transportá-la até um sítio e executá-la; o anel suspeito foi encontrado posteriormente em um cesto de roupas, provando que não houve furto.
- A vítima sofreu violência durante a agressão, precisando curvar-se sobre o ventre para proteger o feto; laudos periciais indicaram perda auditiva e apontaram histórico de acionamento da Polícia Militar.
- O Ministério Público pediu que os acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, mantidas as prisões preventivas, e rejeitou o pedido de sigilo, destacando o amplo interesse público do caso.
O Ministério Público do Maranhão denunciou criminalmente a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos pela prática de tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra Samara Regina Dutra Soares, 19, que estava grávida de seis meses. O caso ocorreu em abril, em Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís.
Os denunciados teriam contratado a vítima para serviços domésticos na residência de Carolina. Na manhã de 17 de abril, após uma acusação de furto de um anel, Samara foi submetida a agressões físicas e psicológicas para que confessasse o suposto crime.
A denúncia descreve que Michael, portando arma, desferiu uma coronhada na testa da jovem e a arrastou pelos cabelos. Ela foi forçada a permanecer de joelhos, sob a mira da arma, enquanto recebia chibatadas de violência psicológica. Haveria ainda a ameaça de dopá-la e transportá-la a um sítio para execução.
Segundo o Ministério Público, o anel apareceu depois em um cesto de roupas, indicando que não houve furto. Mesmo assim, Carolina teria continuado a agredir Samara, enquanto o policial a imobilizava, com a vítima curvando-se para proteger o ventre da gravidez.
Exames periciais apontaram sinais de violência e houve registros anteriores de acionamento da Polícia Militar. A promotora Nahyma Ribeiro Abas acionou o Tribunal do Júri para julgar os acusados e manteve os decretos de prisão preventiva, além de diligências adicionais.
Áudios apreendidos pela Polícia Civil trazem declarações da empresária sobre a violência, incluindo a frase usada pela defesa para descrever as agressões. A instituição ressalta que o caso possui amplo interesse social e repercussão pública, rejeitando o pedido de sigilo.
Acusações e andamento
A denúncia formal foi recebida pela Justiça nesta quinta-feira (2) e aponta tortura qualificada, tentativa de homicídio e tentativa de aborto. Os réus permanecem presos, mantendo a defesa pendente de contato até a publicação. O caso segue sob análise do Tribunal do Júri.
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