- Vijaya Mehta morreu na semana passada, aos 92 anos, reconhecida por modernizar o teatro em Marathi nas décadas de sessenta e setenta.
- Diretora e atriz, tornou-se referência com peças experimentais que refletiam a vida cotidiana e atuou como mentora de atores como Nana Patekar e Anupam Kher.
- Cofundadora do grupo Rangayan em mil novecentos sessenta, ela também foi presidente do National Centre for the Performing Arts, em Mumbai, por mais de uma década.
- Dirigiu filmes aclamados como Rao Saheb (1985) e Pestonjee (1988) e levou ao Marathi obras de Brecht e Chekhov.
- Nascida em Baroda, em mil neufento trente e quatro, deixou um legado que influenciou fortemente a cena teatral de Maharashtra.
Vijaya Mehta, pioneira do teatro indiano, faleceu na semana passada aos 92 anos. Em seu legado estão peças que modernizaram o teatro em marathi, influenciando o cenário cultural de Maharashtra e além. A atriz, diretora e mentora recebeu reconhecimentos nacionais por atuação, direção e contribuição às artes.
Nascida em 1934, em Vadodara, hoje no Gujarat, Mehta veio de uma família de atores. Escolheu o palco em vez do cinema comercial e abriu caminho para experimentações que romperam com o melodrama tradicional do teatro regional.
Ao longo dos anos 1960 e 1970, liderou a vanguarda teatral de Marathi, promovendo encenações ousadas sobre a vida cotidiana. Foi cofundadora do grupo Rangayan, que realizou algumas das produções mais audaciosas do circuito.
Legado e atuação
Mehta dirigiu e atuou em peças e filmes que marcaram a formação de novas gerações de atores, como Nana Patekar e Anupam Kher, que a descrevem como guia essencial. Entre os filmes dirigidos destacam-se Rao Saheb (1985) e Pestonjee (1988).
A atuação pública de Mehta incluiu também a gestão cultural: foi presidente do National Centre for the Performing Arts (NCPA) em Mumbai por mais de dez anos, ampliando o diálogo entre teatro regional e internacional.
Repercussão e reconhecimento
A transformação de Marathi theatre repercutiu entre plateias de classe média que passaram a se ver representadas no palco. Em tributo nas redes, políticos e artistas ressaltaram a coragem de Mehta para renovar a linguagem cênica.
Mehta colaborou com diversos dramaturgos e diretores, como Mahesh Elkunchwar, além de estabelecer vínculos com nomes internacionais do teatro, incluindo Peter Brook e Eugenio Barba. Sua visão de experimentação moldou uma geração de artistas.
A notícia de sua morte gerou homenagens de colegas e fãs, que destacaram sua disciplina, sensibilidade e domínio da direção. O impacto de Mehta persiste no repertório e no ensino das artes cênicas indianas.
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