- Doze guardas florestais do Parque Nacional de Virunga, na parte oriental da República Democrática do Congo, morreram na sexta-feira, junto com cinco outras pessoas.
- O ataque ocorreu em uma rodovia perto da sede do parque, em Bukima, quando os guardas retornavam à base após encontrar um veículo civil atacado.
- Segundo o Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, os guardas foram alvo de ataque contínuo por aproximadamente sessenta milicianos armados.
- Além dos doze guardas, um motorista e quatro civis também morreram; dois ficaram feridos e três guardas ficaram gravemente feridos, com um em estado crítico.
- A diretoria atribuiu os responsáveis ao grupo armado FDLR-FOCA (Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda — Forças Combattantes Abacunguzi), que atua na região, com ligações ao contrabando e à exploração ilegal.
Doze integrantes da rangeria de Virunga e cinco outras pessoas foram mortos na sexta-feira no Virunga National Park, na região leste da República Democrática do Congo. O ataque ocorreu quando os agentes retornavam à sede, perto de Bukima, após uma patrulha.
Conforme o Instituto Congolês de Conservação da Natureza (ICCN), o grupo foi atacado por milícias armadas que contavam com cerca de 60 combatentes. Além dos rangers, morreram um motorista e quatro civis; dois ficaram feridos, entre eles três rangers gravemente.
O ataque marca mais um episódio violento envolvendo o parque, que abriga gorilas-da-montanha e chimpanzés. Mais de 150 guardas já foram mortos desde 2006, em confrontos com milícias ligadas ao tráfico e à exploração de madeira e carvão.
Contexto histórico e atuação das milícias
Milícias como FDLR-FOCA estariam ligadas a redes de compra de carvão ilegal e exploração de madeira na região. Relatos indicam que parte do território de Virunga é controlada por essas facções, dificultando a patrulha e a proteção das espécies.
Em Virunga, guardas recebem apoio para reforçar a segurança desde 2007, após uma série de ataques. O parque também tem sido alvo de ataques a veículos de turistas, o que levou ao fechamento temporário em 2018 e reabertura em 2019.
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