- Maduro e a esposa, Cilia Flores, participam da segunda audiência no Tribunal do Distrito Sul de Nova York nesta quinta-feira (26), após mais de oitenta dias detidos nos EUA.
- A sessão, prevista para o meio‑dia, será uma audiência de instrução para tratar de questões processuais antes do julgamento.
- As acusações incluem narcotráfico internacional, conspiração para importação de cocaína, posse de armamento pesado, lavagem de dinheiro e corrupção; autoridades americanas afirmam ligação de Maduro com estruturas de narcotráfico.
- Maduro e Flores estão presos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC), em Nova York, cuja celebração de condições é alvo de críticas.
- Os dois permanecem separados na prisão, sem comunicação direta entre si, sob regras de não contato, com encontros possíveis apenas na presença de advogados.
Maduro e Cilia Flores enfrentam, nesta quinta-feira (26), a segunda audiência no processo que tramita no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. O caso envolve acusações relacionadas ao narcotráfico internacional e pode resultar em longas penas. O encontro ocorre após mais de 80 dias de detenção dos correpondentes no sistema prisional dos EUA.
A sessão de instrução prevista para o meio-dia deve discutir questões preliminares do processo, como regras de apresentação de provas, financiamento da defesa e pedidos de ambas as partes. O objetivo é preparar o caso para o eventual julgamento, sob a supervisão do juiz federal Alvin Hellerstein, responsável pela condução da primeira audiência.
Na primeira audiência, realizada em 5 de janeiro, Maduro e Flores se declararam inocentes e não solicitaram fiança. O juiz deixou claro que questões sobre a legalidade da captura seriam tratadas em momento posterior.
As acusações, com base em denúncia de 2020, incluem narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de armamento pesado, lavagem de dinheiro e corrupção. Autoridades americanas afirmam haver ligações entre o casal e estruturas de narcotráfico internacional, tema objeto de contestação pela defesa.
Maduro e Flores permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC). Advogados apontam condições críticas no local, com relatos de superlotação, alimentação inadequada e falhas no atendimento médico. O MDC é descrito por especialistas como uma unidade problemática do sistema prisional federal.
Dentro do MDC, homens e mulheres são alocados em unidades separadas. Mesmo casados, Maduro e Flores não podem se comunicar diretamente, seguindo regras comuns a corréus. As autoridades aceitam dificuldades estruturais, mas mantêm medidas de não contato para evitar interferência no caso.
O filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, informou que o pai está em bom humor, treinando diariamente e mantendo boa forma física. Ele também elogiou Flores como aliada firme no processo judicial.
A operação que resultou na prisão ocorreu em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma ação conduzida pelos EUA. Autoridades americanas citam motivação ligada a acusações de narcotráfico internacional. Questionamentos sobre a legalidade da intervenção surgiram entre especialistas do direito internacional.
A próxima audiência não encerra o processo; trata-se de etapa crucial para definir andamento do caso, tratamento de provas e possíveis pedidos da defesa, incluindo arquivamento. Maduro e Flores seguem sob custódia nos EUA, até novos desdobramentos legais.
Fontes: CNN Español e Reuters.
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