- Rússia e Ucrânia concordaram com um cessar-fogo de três dias, de 9 a 11 de maio, mediado pelos Estados Unidos, com a troca de mil prisioneiros de guerra de cada lado.
- O ex-presidente Donald Trump disse que espera a prorrogação do cessar-fogo e que as negociações podem avançar.
- Kiev e Moscou se acusaram mutuamente de violações de cessar-fogos anteriores; Zelenskiy afirmou que o acordo foi negociado no âmbito dos EUA e prioriza questões humanitárias.
- O desfile do Dia da Vitória, em 9 de maio, está relacionado ao acordo, comTEL de que qualquer interrupção por parte da Ucrânia poderia desencadear retaliação russa; Kiev nega intenção de interromper.
- Os governos russo e ucraniano dizem ter chegado a um acordo, com participação de autoridades americanas; Moscou informou interceptação de drones em Moscou durante o dia.
O governo dos Estados Unidos mediou um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, com vigência de 9 a 11 de maio. O acordo prevê a suspensão de toda atividade cinética e a troca de mil prisioneiros de guerra de cada lado. A iniciativa foi anunciada por Trump nas redes sociais.
Kiev e Moscou confirmaram o acordo nesta sexta-feira. A cidade de Washington destacou que o cessar-fogo é parte de esforços dos EUA para encerrar o conflito após mais de quatro anos de hostilidades. Zelenskiy enfatizou que a prioridade são as questões humanitárias.
Trump afirmou que pode haver uma prorrogação do acordo, dependendo do andamento das negociações. O presidente russo Vladimir Putin e o líder ucraniano Volodymyr Zelenskiy teriam concordado com a proposta, segundo autoridades envolvidas. Em Kiev, Zelenskiy mencionou a negociação como parte do processo mediado pelos EUA.
Detalhes e desdobramentos
Sergei Sobyanin informou que drones ucranianos foram interceptados em Moscou durante parte do dia, sem esclarecer impactos. Enquanto isso, o desfile do Dia da Vitória, em 9 de maio, manterá a agenda russa, porém sem exibição de armamentos pesados no evento este ano.
Antes do anúncio, Kiev acusava repetidamente Moscou e vice-versa de violar cessar-fogos anteriores. As negociações, realizadas em Miami e com visitas futuras a Kiev, continuam em aberto, com foco em garantias humanitárias e salvaguardas para civis.
Na prática, o cessar-fogo proposto seria aplicado ao território ucraniano e à fronteira de combate, com a promessa de interromper ataques, lançamentos de mísseis e ataques aéreos. A evolução do acordo dependerá da implementação e de possíveis extensões.
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