Centenas de palestinos celebraram nas ruas de Gaza o histórico cessar-fogo entre Hamas e Israel, após 15 meses de conflito que resultou em mais de 40 mil palestinos e 1,2 mil israelenses mortos. A trégua, mediada por Catar, EUA e Egito, foi anunciada em meio a um clima de esperança, com multidões assistindo a notícias […]
Centenas de palestinos celebraram nas ruas de Gaza o histórico cessar-fogo entre Hamas e Israel, após 15 meses de conflito que resultou em mais de 40 mil palestinos e 1,2 mil israelenses mortos. A trégua, mediada por Catar, EUA e Egito, foi anunciada em meio a um clima de esperança, com multidões assistindo a notícias em televisores e expressando alegria, especialmente em Deir al-Balah, onde muitos dançavam e agitaram bandeiras palestinas. Hani Mahmoud, jornalista da al-Jazeera, destacou a intensidade das emoções, com pessoas em lágrimas e mães agradecendo por seus filhos terem sobrevivido.
Apesar da celebração, a situação permanece tensa, pois o exército israelense intensificou os bombardeios, resultando na morte de pelo menos 77 pessoas horas após o anúncio do acordo. Shahd Raed Al Wahidi, uma jovem de 19 anos, expressou sua alegria misturada com medo, vivendo em um acampamento de deslocados e temendo novos ataques. A destruição em Gaza é alarmante, com 70% dos edifícios danificados, e muitos palestinos ainda sem lar para retornar.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, suspendeu a votação sobre o acordo, alegando que o Hamas tentava “extorquir concessões de última hora”. Enquanto isso, o Hamas reafirmou seu compromisso com o acordo, que prevê a libertação de reféns e prisioneiros em etapas, além da retirada gradual das tropas israelenses. A expectativa é que o cessar-fogo comece no próximo domingo, mas a pressão interna em Israel e os ataques contínuos complicam a situação.
Organizações internacionais pedem acesso humanitário urgente a Gaza, onde a crise alimentar e sanitária se agrava. A UNRWA e o UNICEF destacam a necessidade de ajuda imediata, enquanto o Comitê Internacional da Cruz Vermelha se prepara para facilitar a troca de prisioneiros. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a importância de remover obstáculos à entrega de ajuda, ressaltando que a paz é essencial para aliviar o sofrimento da população.
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