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María Corina convoca venezuelanos a boicotar eleições enquanto Maduro estiver no poder

- María Corina Machado convoca boicote às eleições de 2025, contestando Maduro. - Ela defende sete princípios para a luta pela democracia na Venezuela. - Oposição reivindica Edmundo González Urrutia como presidente legítimo. - Maduro, reeleito sob alegações de fraude, planeja novas eleições legislativas. - Comunidade internacional reconhece González, enquanto Maduro ignora resultados.

A líder oposicionista María Corina Machado convocou os venezuelanos a boicotarem quaisquer eleições que o presidente Nicolás Maduro venha a convocar em 2025. Maduro, que assumiu o cargo em 10 de janeiro após uma reeleição contestada, anunciou a intenção de realizar eleições legislativas e outros plebiscitos, incluindo um referendo para reformar a Constituição. Em um […]

A líder oposicionista María Corina Machado convocou os venezuelanos a boicotarem quaisquer eleições que o presidente Nicolás Maduro venha a convocar em 2025. Maduro, que assumiu o cargo em 10 de janeiro após uma reeleição contestada, anunciou a intenção de realizar eleições legislativas e outros plebiscitos, incluindo um referendo para reformar a Constituição. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, María Corina apresentou sete “princípios” que guiarão o movimento pela queda do regime e pela transição democrática na Venezuela.

Entre os princípios, destaca-se o boicote a todas as eleições, devido ao suposto desrespeito ao resultado da votação presidencial de 28 de julho do ano passado. A oposição, que alega que o candidato Edmundo González Urrutia venceu, apresentou atas eleitorais e uma contabilidade paralela, enquanto Maduro foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que não divulgaram as atas oficiais. Países como os Estados Unidos e várias nações europeias reconheceram González como o presidente legítimo.

María Corina enfatizou que “as eleições foram no dia 28 de julho” e que o resultado deve ser respeitado. Ela argumentou que participar de eleições sem que os resultados sejam reconhecidos é desvirtuar o voto popular. Os sete princípios incluem a necessidade de acatar o mandato popular, corresponsabilidade cidadã, defesa da Constituição e a preservação da unidade nacional, convocando todos os setores a se mobilizarem.

Além disso, a líder oposicionista afirmou que a única negociação aceitável com o governo de Maduro seria para uma transição democrática, e pediu que Maduro e seus aliados entreguem o poder pacificamente, ressaltando que “ninguém conseguirá governar a Venezuela com uma ditadura”.

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