O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reassumiu o poder nesta segunda-feira, 20 de janeiro de 2024, e em seu discurso inaugural deixou claro seu desejo de estabelecer uma relação de “hierarquia e submissão” com outros países, segundo a professora de Relações Internacionais, Bárbara Motta. Ela destacou que a nova administração pretende evidenciar a superioridade […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reassumiu o poder nesta segunda-feira, 20 de janeiro de 2024, e em seu discurso inaugural deixou claro seu desejo de estabelecer uma relação de “hierarquia e submissão” com outros países, segundo a professora de Relações Internacionais, Bárbara Motta. Ela destacou que a nova administração pretende evidenciar a superioridade dos EUA sobre outras nações, em contraste com abordagens mais sutis de administrações anteriores.
Trump tem feito ameaças a países considerados parceiros estratégicos, como México e Canadá, e manifestou interesse em controlar o Canal do Panamá e a Groenlândia, que pertence à Dinamarca. A professora Motta observou que o presidente utiliza discursos de insegurança e instabilidade para reforçar sua posição, o que marca uma mudança em relação a práticas diplomáticas anteriores.
O economista e ex-ministro Guido Mantega comentou que Trump adota uma estratégia semelhante à política do Big Stick, implementada por Theodore Roosevelt no início do século XX, que buscava expandir a influência dos EUA por meio da força militar. Mantega ressaltou que, embora Trump não tenha a intenção de anexar o Canadá, ele está utilizando ameaças para defender os interesses americanos, combinando força e incentivos.
O professor Maurício Moura, da Universidade George Washington, apontou que um dos principais desafios de Trump será cumprir suas promessas de campanha, como a deportação de 11 milhões de imigrantes ilegais, que acarretaria um custo bilionário. Ele questionou a viabilidade financeira dessa ação e a necessidade de cooperação dos países de origem dos deportados, o que pode impactar o mercado de trabalho nos EUA.
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