O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na última segunda-feira (20) para renomear o Golfo do México como “Golfo da América”. A medida, publicada pela Casa Branca, é mais simbólica do que prática, pois a mudança deve se restringir ao território americano, com pouco impacto internacional. O golfo, que abrange uma […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na última segunda-feira (20) para renomear o Golfo do México como “Golfo da América”. A medida, publicada pela Casa Branca, é mais simbólica do que prática, pois a mudança deve se restringir ao território americano, com pouco impacto internacional. O golfo, que abrange uma área de aproximadamente 1,55 milhão de km², é vital para a indústria marítima e o comércio dos EUA, além de ser rico em petróleo.
Trump justificou a mudança afirmando que a região é uma artéria crucial para o comércio e a economia do país. Em sua declaração, ele destacou que o golfo continuará a desempenhar um papel fundamental no futuro econômico da América. A nova denominação será refletida em mapas e documentos oficiais do governo dos EUA, embora a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tenha criticado a proposta, afirmando que o nome “Golfo do México” é reconhecido internacionalmente.
Além da mudança do nome do golfo, Trump também reverteu a decisão de Barack Obama de renomear o Monte McKinley para Denali, restaurando o nome do ex-presidente William McKinley. Essa ação é vista como uma tentativa de homenagear a história americana, mas também gerou controvérsias, uma vez que Denali é o nome tradicional usado pelos nativos do Alasca.
A proposta de Trump levanta questões sobre a aceitação internacional do novo nome, já que não há obrigação de outros países reconhecerem mudanças unilaterais feitas pelos EUA. A Organização Hidrográfica Internacional e outros organismos podem não apoiar a mudança, considerando que o nome Golfo do México tem origens históricas que remontam ao século XVI. A reação do México foi irônica, com Sheinbaum sugerindo que o sudoeste dos EUA poderia ser chamado de “América Mexicana”.
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