As forças israelenses mataram 22 pessoas no sul do Líbano neste domingo (26), conforme o Ministério da Saúde libanês. O ataque ocorreu após o término do prazo para a retirada das tropas israelenses, estabelecido em um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Israel afirmou que manteria suas tropas na região, alegando que o Líbano […]
As forças israelenses mataram 22 pessoas no sul do Líbano neste domingo (26), conforme o Ministério da Saúde libanês. O ataque ocorreu após o término do prazo para a retirada das tropas israelenses, estabelecido em um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Israel afirmou que manteria suas tropas na região, alegando que o Líbano não cumpriu os termos do acordo, que exigem a desmobilização do Hezbollah e a presença do Exército libanês.
No mesmo dia, a televisão al-Manar, ligada ao Hezbollah, mostrou imagens de moradores retornando às suas aldeias, alguns segurando bandeiras do grupo. Um porta-voz militar israelense acusou o Hezbollah de tentar “esquentar a situação” e informou que o Exército tomaria medidas para garantir a segurança da população. Além dos mortos, mais de 120 pessoas ficaram feridas em diversos ataques israelenses enquanto tentavam voltar para suas casas.
O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu calma à população e confiança nas forças armadas, que buscam garantir um retorno seguro. A ONU também alertou que as condições ainda não são adequadas para o retorno dos cidadãos ao longo da Linha Azul, a fronteira demarcada entre Israel e Líbano. O acordo de cessar-fogo, que previa a retirada das tropas israelenses, não foi totalmente implementado, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação militar continuaria.
As hostilidades entre Israel e o Hezbollah resultaram em mais de 4 mil mortes e deslocaram cerca de 900 mil pessoas no Líbano. O Hezbollah responsabilizou Israel por não cumprir o acordo e declarou que qualquer falha na retirada seria considerada uma violação. O conflito se intensificou após o ataque do Hamas em outubro de 2023, levando a uma escalada de violência na região.
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