O presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, declarou que o país pode se tornar “uma república, com um parlamento e um governo executivo”. Em entrevista ao noticiário local, ele afirmou que a organização de eleições levará “entre quatro e cinco anos”, devido à preparação necessária. Sharaa também prometeu a criação de “uma lei que […]
O presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, declarou que o país pode se tornar “uma república, com um parlamento e um governo executivo”. Em entrevista ao noticiário local, ele afirmou que a organização de eleições levará “entre quatro e cinco anos”, devido à preparação necessária. Sharaa também prometeu a criação de “uma lei que regule os partidos políticos” e destacou a importância de “instrumentos tecnológicos” para realizar censos e obter “estatísticas confiáveis e claras”.
O líder, que é um ex-combatente jihadista e chefe do grupo islamita radical sunita Hayat Tahrir al Sham (HTS), enfatizou que o foco deve ser a realização correta do processo eleitoral, e não apenas a sua execução. “Já me disseram muitas vezes: ‘Organize eleições e votaremos em você’. Para mim, isso não é importante”, comentou Sharaa, referindo-se à necessidade de um processo legítimo.
Sharaa liderou a coalizão de grupos islamitas que derrubou Bashar al-Assad em dezembro, assumindo o controle de uma parte significativa do território sírio. Ele foi nomeado presidente interino por um período indeterminado após uma reunião de sua coalizão de grupos armados, recebendo apoio de países como Turquia, Arábia Saudita e Catar.
O conflito na Síria já resultou em mais de meio milhão de mortos e forçou milhões a se exilarem. A promessa de Sharaa de um novo sistema político e de eleições pode ser vista como uma tentativa de estabilizar a situação no país, que enfrenta desafios significativos em termos de governança e reconstrução.
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