Israel realizou ataques aéreos em Damasco, visando grupos que atacaram a comunidade Druze, após um aumento da violência sectária que resultou em mortes de civis e forças de segurança. O chefe militar de Israel, Eyal Zamir, afirmou que as forças israelenses estão preparadas para atacar alvos do governo sírio se os ataques contra os Druzes continuarem. A situação se intensificou após um áudio que ofendeu o profeta Muhammad, gerando revolta entre muçulmanos sunitas e levando a confrontos que deixaram mortos de ambos os lados. A comunidade Druze, que representa cerca de 3% da população síria, enfrenta crescente violência e acusações de que as forças de segurança do governo estão facilitando os ataques. Enquanto isso, o governo sírio tenta negociar um cessar-fogo. A violência recente gerou preocupações sobre a proteção das minorias religiosas na Síria, especialmente após massacres de civis de outras seitas. Israel, por sua vez, deixou claro que não tolerará ameaças à comunidade Druze e já realizou várias operações para destruir ativos militares na Síria.
A situação na Síria se agrava com ataques aéreos israelenses em resposta a violência sectária. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, confirmou que os ataques visaram “operativos” que atacaram a comunidade Druze nos arredores de Damasco. A escalada de violência resultou em mortes de civis e forças de segurança.
Os ataques aéreos ocorreram após um aumento significativo de confrontos sectários. A Syrian Observatory for Human Rights (SOHR), um grupo de monitoramento baseado no Reino Unido, reportou que seis combatentes Druze foram mortos em combates na área. O governo sírio afirmou que suas forças estavam combatendo “grupos fora da lei” que atacaram seus soldados, resultando na morte de dezesseis deles.
A violência teve início após a circulação de um áudio que ofendeu o Profeta Muhammad, atribuído a um clérigo Druze, que negou a responsabilidade. O ministério do Interior sírio declarou que uma investigação preliminar o isentou de culpa. A comunidade Druze, que representa cerca de três por cento da população síria, vive majoritariamente em áreas como Ashrafiyat Sahnaya e Jaramana.
Tentativas de Trégua
Um oficial de segurança do governo sírio informou que estão sendo feitas tentativas para negociar uma trégua entre as forças governamentais e as milícias Druze. A residente de Ashrafiyat Sahnaya relatou que grupos extremistas atacam a cidade de várias direções, enquanto os moradores tentam resistir. Ela acusou o governo de facilitar a movimentação dos atacantes.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram que uma mensagem clara foi enviada ao governo sírio. Eles exigem que a proteção da comunidade Druze seja garantida. Netanyahu já havia declarado que não toleraria ameaças à comunidade Druze no sul da Síria.
A situação continua tensa, com a possibilidade de novos confrontos. A comunidade Druze, que sempre foi um símbolo de coexistência pacífica, enfrenta agora um cenário de crescente sectarismo e violência.
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