A Venezuela não aceitou uma ordem da Corte Internacional de Justiça para suspender as eleições no território de Essequibo, que é disputado com a Guiana e rico em petróleo. O governo venezuelano afirmou que não reconhece a jurisdição da corte e, portanto, não seguirá suas decisões. As eleições estão marcadas para 25 de maio e serão as primeiras a escolher autoridades na região. A Guiana levou a questão à corte, alegando que as eleições poderiam causar danos irreparáveis. Apesar de a corte ter ordenado que a Venezuela não realizasse as eleições, o país já havia promovido um referendo para reafirmar sua reivindicação sobre a área e aprovou uma lei que transforma Essequibo no 24º estado da Venezuela. A Guiana, por sua vez, defende um laudo arbitral de 1899 que estabelece as fronteiras atuais e considera a decisão da corte como um passo importante. O presidente da Guiana celebrou a decisão da corte, enquanto a Venezuela classificou as medidas como abusivas. A tensão entre os dois países aumentou com a exploração de petróleo na região pela ExxonMobil, e a Guiana se prepara para se tornar um grande produtor de petróleo.
A Venezuela rejeitou, em dois de maio, uma ordem da Corte Internacional de Justiça (CIJ) para suspender as eleições em Essequibo, um território disputado com a Guiana e rico em petróleo. O governo venezuelano afirmou que não reconhece a jurisdição da CIJ e não acatará suas decisões. As eleições, marcadas para 25 de maio, visam escolher autoridades na região, que a Venezuela reivindica como parte de seu território.
Essequibo, com 160 mil km², é foco de uma disputa histórica que começou com o Reino Unido e se intensificou após a descoberta de grandes reservas de petróleo pela ExxonMobil em 2015. A Guiana levou a questão à CIJ, que ordenou que a Venezuela se abstivesse de realizar ou preparar eleições na área. O governo venezuelano, no entanto, planeja seguir com os comícios, desafiando a decisão da corte.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, celebrou a decisão da CIJ, afirmando que a posição do país está alinhada com o direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Guiana reiterou que não pretende negociar bilateralmente sobre a disputa territorial. A Venezuela, por sua vez, classificou as medidas da CIJ como “abusivas e intervencionistas” e defendeu que a questão é de domínio interno.
A Guiana defende um laudo arbitral de 1899 que estabelece suas fronteiras, enquanto a Venezuela se baseia em um acordo de 1966 que anula essa decisão. A tensão entre os dois países aumentou com a mobilização de forças militares e a realização de um referendo na Venezuela para reforçar suas reivindicações sobre Essequibo. O governo venezuelano também aprovou uma lei que transforma a região no 24º estado do país, medida contestada pela Guiana e outros países.
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