O Irã sugeriu uma nova ideia para enriquecer urânio em parceria com países árabes e investimentos dos EUA, como uma forma de contornar as exigências dos Estados Unidos para desmantelar seu programa nuclear. Essa proposta foi apresentada durante negociações em Omã, mas um porta-voz americano negou que tenha sido discutida. A ideia envolve o Irã enriquecendo urânio a um nível baixo, que não seria suficiente para armas nucleares, e enviando o material para uso civil em outros países árabes. O plano é diferente do acordo nuclear de 2015, pois seria permanente e incluiria supervisão de representantes de outros países. Apesar de a proposta ser nova, especialistas acreditam que é necessário tentar abordagens diferentes para evitar um impasse nas negociações. O Irã e os EUA não têm relações diplomáticas há 45 anos, e ambos os lados expressaram a intenção de resolver a situação de forma pacífica. As negociações em Omã foram consideradas produtivas, e o ministro das Relações Exteriores do Irã se reuniu com representantes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos antes e depois das conversas. A Arábia Saudita e os Emirados têm interesse em acordos com o Irã, mas também desejam desenvolver seus próprios programas nucleares.
O Irã apresentou uma proposta para uma iniciativa conjunta de enriquecimento nuclear com países árabes e investimentos dos Estados Unidos, buscando alternativas às exigências de Washington. A proposta foi discutida em negociações em Omã, mas os EUA negaram que o tema tenha sido abordado.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fez a proposta ao enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, durante conversas no último domingo. Fontes iranianas afirmaram que a ideia foi amplamente divulgada na mídia local, com um jornal questionando se a proposta seria um “serviço ou uma traição”. Witkoff, por sua vez, desmentiu a discussão sobre a iniciativa.
A proposta do Irã sugere um consórcio nuclear onde o país enriqueceria urânio a um nível civil, enviando o material para uso em outros países árabes. Essa abordagem se assemelha ao acordo nuclear de 2015, mas com a diferença de que incluiria supervisores de outros países, possivelmente até dos EUA. O plano, se avançar, poderia ser permanente, ao contrário do acordo anterior, que tinha um prazo de expiração.
Analistas destacam que a proposta é uma tentativa de superar um impasse nas negociações entre Irã e EUA. Antes das conversas em Omã, ambos os lados pareciam estar à beira de um confronto militar. Apesar das tensões, as autoridades afirmaram que as negociações foram produtivas e que continuarão com equipes técnicas.
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, rivais do Irã, também demonstraram interesse em um acordo para evitar um conflito regional, embora tenham suas próprias ambições nucleares. O ex-diplomata iraniano Seyed Hossein Mousavian sugeriu que a proposta poderia atender a preocupações dos EUA e reduzir a capacidade de enriquecimento do Irã, eliminando a ameaça imediata do programa nuclear.
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