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Chanceler Mauro Vieira critica falta de explicações sobre retirada de opositores venezuelanos

Chanceler Mauro Vieira revela falta de explicações sobre a retirada de opositores venezuelanos e enfrenta críticas na Câmara.

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O chanceler Mauro Vieira disse que a retirada de opositores venezuelanos asilados na Embaixada da Argentina em Caracas não foi explicada pelos governos dos EUA e da Venezuela. Ele afirmou que, apesar de a operação ter sido positiva, o Brasil não pode parabenizar os EUA, pois não houve clareza sobre como a retirada ocorreu. Os opositores, que estavam na embaixada por 413 dias, foram mencionados pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, em maio. O Brasil havia solicitado salvos condutos da Venezuela e oferecido um avião da Força Aérea Brasileira para a retirada, mas não recebeu resposta. Vieira também enfrentou críticas por não ter comparecido a uma audiência em maio e por conceder asilo a Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, condenada por corrupção. Ele defendeu a concessão do asilo por motivos humanitários e disse que o Brasil seguiu a prática regional ao garantir transporte e segurança para Heredia. Além disso, Vieira comentou sobre tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e afirmou que as negociações estão em andamento.

Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, o chanceler Mauro Vieira afirmou que a retirada de opositores venezuelanos asilados na Embaixada da Argentina em Caracas não foi explicada. Ele destacou que os governos dos Estados Unidos e da Venezuela não forneceram informações sobre a operação. Vieira considerou a ida dos venezuelanos para os EUA como positiva, após 413 dias de asilo, mas criticou a falta de reconhecimento da operação.

O chanceler foi questionado por parlamentares sobre a ausência de congratulações ao governo americano. “Não temos por que parabenizar o governo americano por esse caso”, afirmou Vieira, ressaltando que não houve confirmação da autoria da operação. Ele também mencionou que o Brasil havia solicitado salvos condutos ao governo venezuelano e oferecido uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para a retirada.

Críticas e Justificativas

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou Vieira por não ter comparecido a uma audiência anterior, onde a retirada foi discutida. Ele exigiu desculpas e afirmou que pedirá o impeachment do chanceler. Vieira justificou sua ausência, alegando compromissos oficiais, e reiterou que não desrespeitou a comissão.

Além disso, o chanceler enfrentou críticas pela concessão de asilo a Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, condenada por corrupção. Heredia chegou ao Brasil em um voo da FAB, alegando perseguição política. Vieira defendeu a decisão, afirmando que o asilo foi concedido por razões humanitárias e que o transporte e a segurança foram garantidos pelo Brasil.

Relações com os EUA

Durante a audiência, Vieira também abordou as tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que afetaram produtos brasileiros. Ele argumentou que o reequilíbrio nas relações comerciais deve favorecer o Brasil, que historicamente apresenta déficit comercial com os Estados Unidos. As negociações sobre tarifas continuam em andamento.

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