O chanceler Mauro Vieira falou sobre a retirada de opositores venezuelanos que estavam asilados na Embaixada da Argentina em Caracas. Ele disse que a operação não foi explicada pelos governos dos EUA e da Venezuela, e embora a saída dos asilados tenha sido positiva, não houve reconhecimento ao governo americano pela falta de clareza. Os quatro opositores estavam em risco de prisão e foram retirados após 413 dias na embaixada. O Brasil havia pedido salvos condutos ao governo venezuelano e oferecido um avião da Força Aérea Brasileira, mas não recebeu autorização. Durante a audiência, Vieira também enfrentou críticas por sua ausência em uma reunião anterior e pela concessão de asilo a Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru. Ele defendeu a decisão de dar asilo a Heredia por motivos humanitários e reafirmou o compromisso do Brasil em proteger pessoas perseguidas. Além disso, Vieira comentou sobre as tarifas do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e a necessidade de melhorar as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando que o Brasil tem um histórico de déficit comercial com os EUA e que negociações estão em andamento.
Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, o chanceler Mauro Vieira abordou a retirada de opositores venezuelanos asilados na Embaixada da Argentina em Caracas. Ele destacou que a operação não foi explicada pelos governos dos EUA e da Venezuela. Vieira afirmou que, embora a saída dos asilados tenha sido positiva, não houve parabenização ao governo americano devido à falta de clareza sobre a operação.
Os quatro opositores, que estavam sob risco de prisão, foram retirados após 413 dias na embaixada. O chanceler ressaltou que o Brasil havia solicitado salvos condutos ao governo venezuelano e oferecido uma aeronave da Força Aérea Brasileira para a retirada, mas nenhum salvo conduto foi concedido. A fuga foi revelada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em maio.
Críticas e Justificativas
Durante a audiência, Vieira enfrentou críticas do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que questionou sua ausência em uma audiência anterior e pediu desculpas. O chanceler defendeu sua posição, afirmando que tinha compromissos inadiáveis. Além disso, ele foi criticado pelo asilo concedido a Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, que chegou ao Brasil alegando perseguição política.
Vieira explicou que o asilo foi concedido por razões humanitárias e que o Brasil garantiu o transporte e a segurança de Heredia. Ele reiterou que a concessão de asilo segue práticas regionais e que o governo brasileiro está comprometido com a proteção de indivíduos perseguidos.
Relações com os EUA
O chanceler também comentou sobre as tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e a necessidade de um reequilíbrio nas relações comerciais. Vieira enfatizou que o Brasil tem um histórico de déficit comercial com os Estados Unidos e que as negociações estão em andamento para abordar essas questões.
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