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Ex-confiável de Ivanishvili denuncia sequestro e retorno forçado a Georgia

Giorgi Bachiashvili, ex-assessor de Ivanishvili, denuncia sequestro e prisão ilegal na Geórgia, prometendo revelar detalhes sobre o caso.

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Giorgi Bachiashvili, ex-assessor de Bidzina Ivanishvili, afirmou em um tribunal em Tbilisi que foi sequestrado no exterior e forçado a voltar à Geórgia, onde foi preso. Ele disse que sua detenção foi ilegal e que Ivanishvili estava por trás disso, prometendo revelar mais informações. Bachiashvili, que fugiu da Geórgia após ser condenado a 11 anos por desvio de dinheiro, alegou que foi levado de um hotel em Abu Dhabi sem acesso a advogados ou familiares. As autoridades georgianas afirmam que ele foi detido perto da fronteira com o Azerbaijão. Um advogado internacional expressou preocupação com o tratamento que Bachiashvili pode receber. O chefe do serviço de segurança da Geórgia disse que ele cumprirá sua pena e que não sofreu danos durante a detenção. O primeiro-ministro afirmou que Bachiashvili deveria se sentir seguro agora que está na Geórgia. A situação ocorre após a saída de outro aliado de Ivanishvili, o ex-ministro do interior, que renunciou sem explicar o motivo. Bachiashvili, que trabalhou com Ivanishvili por mais de dez anos, criticou a relação deles, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Ele prometeu que todos os envolvidos em suas acusações serão responsabilizados.

Giorgi Bachiashvili, ex-confidente do bilionário georgiano Bidzina Ivanishvili, alegou ter sido sequestrado no exterior e forçado a retornar à Geórgia, onde foi preso. Ele fez a declaração em um tribunal de Tbilisi, afirmando que sua detenção foi ilegal e orquestrada por Ivanishvili. Bachiashvili, que já foi condenado a 11 anos por embezzlement (desvio de verbas), disse que ficou vendado por dois dias antes de ser levado de volta ao país sem acesso a advogados ou familiares.

As autoridades georgianas, no entanto, afirmam que Bachiashvili foi detido próximo a um ponto de fronteira. O primeiro-ministro Irakli Kobakhidze declarou que ele deveria estar contente por estar em segurança na Geórgia. O ex-confidente fugiu em março, durante um julgamento que resultou em sua condenação por desvio de US$ 42,7 milhões de um investimento em Bitcoin, acusação que ele nega e considera politicamente motivada.

Acusações de Sequestro

Bachiashvili relatou que foi capturado em um hotel em Abu Dhabi, onde três veículos o cercaram. Um amigo próximo confirmou que ele foi extraditado sem advogado e sem um julgamento. O empresário também afirmou que foi transportado em um avião Bombardier operado pela Airzena, antiga denominação da Georgian Airways. A companhia aérea negou que qualquer embarque ilegal tenha ocorrido.

O Serviço de Segurança do Estado da Geórgia informou que Bachiashvili foi preso após uma denúncia anônima. O chefe do serviço, Anri Okhanashvili, afirmou que ele cumprirá sua pena e que não sofreu qualquer dano físico. Bachiashvili, por sua vez, declarou no tribunal que é um “prisioneiro pessoal” de Ivanishvili e prometeu revelar mais detalhes sobre o que chamou de crime internacional.

Contexto Político

As alegações de Bachiashvili ocorrem em um momento delicado para o governo de Ivanishvili, que está no poder há treze anos. A oposição considera o governo ilegítimo, citando fraudes eleitorais. Recentemente, o ex-ministro do Interior, Vahtang Gomelauri, renunciou sem explicações, após ser sancionado por seu papel na repressão a protestos. Bachiashvili, que atuou como braço direito de Ivanishvili, disse que a relação entre eles se deteriorou após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

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