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Trump dificulta fiscalização do programa nuclear iraniano com novas medidas

Irã ameaça abandonar o Tratado de Não Proliferação após bombardeios de Israel e EUA, intensificando preocupações sobre seu programa nuclear.

Vista geral da usina nuclear de Isfahan (UCF), ao sul de Teerã, no Irã, em 30 de março de 2005. (Foto: HENGHAMEH FAHIMI/AFP)
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Israel e os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares do Irã em junho, tentando impedir que o país desenvolvesse armas nucleares. O Irã nega essa intenção, mas a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encontrou urânio enriquecido a 60%, próximo do nível necessário para fabricar uma bomba. O Irã é parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares desde 1970, mas após os ataques, as inspeções da AIEA foram suspensas e o país ameaçou sair do tratado, o que resultou em fiscalização limitada. O porta-voz do parlamento iraniano anunciou discussões sobre uma lei para parar a cooperação com a AIEA. A AIEA perdeu a capacidade de monitorar efetivamente o programa nuclear do Irã, o que gera preocupações sobre enriquecimento clandestino de urânio. Se o Irã deixar o tratado, a AIEA não terá mais informações oficiais sobre seu programa nuclear, e especialistas temem que isso possa levar a uma corrida armamentista na região. O Irã argumenta que o tratado não impediu os ataques de Israel e dos EUA, que têm arsenais nucleares.

Instalações nucleares do Irã foram bombardeadas por Israel e Estados Unidos em junho, em uma tentativa de impedir que o regime do aiatolá Ali Khamenei adquirisse armas de destruição em massa. Teerã nega essa intenção, mas a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encontrou urânio enriquecido a 60%, próximo dos 90% necessários para a produção de uma bomba atômica.

O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) desde 1970, e suas atividades nucleares são monitoradas pela AIEA. Contudo, após os ataques, as inspeções foram suspensas e o país ameaçou abandonar o tratado, resultando em uma fiscalização limitada. A AIEA não pode garantir que a atividade nuclear do Irã tenha apenas fins pacíficos e reconhece a falta de informações sobre o programa nuclear do país.

Na segunda-feira (23), o porta-voz do parlamento iraniano anunciou discussões sobre uma lei para suspender a cooperação com a AIEA. Em 2015, um protocolo adicional havia restringido as atividades nucleares do Irã e permitido inspeções em locais não declarados. No entanto, o Irã não ratificou o protocolo, que foi desmantelado em 2018 após a decisão do então presidente dos EUA, Donald Trump, de retomar sanções.

A redução da supervisão da AIEA deixou lacunas significativas no monitoramento do programa nuclear iraniano. A agência perdeu a “continuidade do conhecimento” sobre a produção e o estoque de centrífugas, levantando preocupações sobre a possibilidade de enriquecimento clandestino de urânio. O Irã mantém um Acordo de Salvaguardas Abrangente (CSA) com a AIEA, mas a fiscalização se limita a locais oficialmente declarados, como Natanz e Fordo, que estão agora inacessíveis aos inspetores.

Se o Irã decidir abandonar o TNP, a AIEA perderá qualquer informação oficial sobre o programa nuclear do país. Especialistas temem que essa saída possa desencadear uma corrida armamentista na região, com outros países buscando suas próprias armas nucleares. Teerã argumenta que o tratado não impediu ataques por parte de Israel e Estados Unidos, que possuem arsenais nucleares.

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