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Moradores de Mariupol desmentem relatos russos sobre a cidade ocupada

Moradores de Mariupol enfrentam escassez de água, medicamentos e educação manipulada, enquanto grupos de resistência atuam secretamente.

Os residentes ucranianos dizem que a forma como a Rússia quer que o mundo veja Mariupol é muito diferente da realidade (Foto: Getty Images)
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Moradores de Mariupol, que foi ocupada por forças russas, ainda enfrentam grandes dificuldades. Três anos após a ocupação, a cidade está em ruínas e falta água potável, medicamentos e serviços básicos. Muitos edifícios foram danificados ou destruídos, e os reparos são apenas superficiais. A água disponível é de má qualidade e há frequentes cortes de energia. Nas escolas, as crianças recebem educação com material propagandístico que afirma que partes da Ucrânia pertencem à Rússia, enquanto professores que discordam enfrentam ameaças. Apesar da repressão, grupos de resistência atuam secretamente, coletando informações e tentando sabotar operações russas. A vida em Mariupol é marcada pela desconfiança e um forte desejo de libertação entre os moradores.

Moradores de Mariupol enfrentam dificuldades extremas após ocupação russa

A cidade de Mariupol, tomada por forças russas após um cerco brutal, continua a sofrer com a devastação e a escassez de recursos essenciais. Três anos após a ocupação, a realidade é de destruição e falta de serviços básicos. Moradores relatam que a cidade ainda está em ruínas, apesar das tentativas de propaganda que mostram uma imagem de normalidade.

Cerca de 90% dos edifícios residenciais foram danificados ou destruídos durante os combates, e muitos habitantes vivem em condições precárias. John, um residente que pediu para ter seu nome alterado, afirma que as autoridades russas estão apenas reparando fachadas em áreas centrais, enquanto as ruas adjacentes permanecem cobertas de escombros. Olha Onyshko, que escapou da cidade, descreve Mariupol como uma cidade “doente”, onde a reconstrução é mínima e os corpos das vítimas foram removidos junto com os destroços.

A escassez de água potável é uma das principais preocupações. James, outro morador, relata que a água disponível é de qualidade duvidosa, com coloração amarelada. Serhii Orlov, vice-prefeito em exílio, destaca que a única fonte de água restante não é suficiente para a população atual. Além disso, há frequentes cortes de energia e medicamentos são escassos, dificultando a vida dos residentes.

Propaganda nas escolas e resistência secreta

A educação nas escolas de Mariupol também é alvo de manipulação. Andrii Kozhushyna, que estudou na cidade, afirma que as crianças estão sendo ensinadas com material propagandístico, afirmando que várias regiões da Ucrânia já pertencem à Rússia. Os professores que se opõem a essa narrativa enfrentam intimidações e demissões.

Apesar da repressão, grupos de resistência operam secretamente. James e John fazem parte de uma rede que coleta informações sobre movimentos militares russos e tenta sabotar operações. Eles realizam ações como a queima de sinalizações ferroviárias para interromper o transporte de tropas. A vida na cidade é marcada pela desconfiança, com moradores temendo represálias por qualquer atividade que possa ser considerada subversiva.

A situação em Mariupol é um reflexo da luta contínua entre a resistência ucraniana e a ocupação russa. Os moradores expressam um desejo claro de libertação, rejeitando qualquer ideia de paz que envolva concessões territoriais.

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