- O 54º St. Gallen Symposium ocorreu em maio na Suíça, reunindo mais de 1.200 líderes para discutir a nova dinâmica global.
- O evento destacou a transição para uma era multipolar, com países como China, Índia e África do Sul em destaque.
- A pesquisa “Voices of the Leaders of Tomorrow” revelou que 72% dos jovens líderes percebem uma transformação estrutural na ordem global, em contraste com 39% dos executivos seniores.
- O Brasil enfrenta um dilema sobre seu papel nesse novo cenário, precisando diversificar suas opções estratégicas além da dependência de Estados Unidos e China.
- O simpósio gerou otimismo sobre a possibilidade de iniciativas multilaterais e cooperação entre países do Sul Global, destacando a importância de ecossistemas como a Rede de Líderes da Fundação Lemann.
O 54º St. Gallen Symposium, realizado em maio na Suíça, destacou a reconfiguração do poder global, reunindo mais de 1.200 líderes para discutir a nova dinâmica mundial. O evento evidenciou a transição para uma era multipolar, onde países como China, Índia e África do Sul estão se destacando em alianças regionais.
A pesquisa “Voices of the Leaders of Tomorrow” (VOLOT) revelou que 72% dos jovens líderes percebem uma transformação estrutural na ordem global, em contraste com apenas 39% dos executivos seniores. Essa diferença de visão reflete um choque geracional, onde os jovens, acostumados à ambiguidade, buscam novas abordagens, enquanto os mais experientes ainda se apegam a estratégias tradicionais.
O Brasil enfrenta um dilema: deve decidir se será protagonista ou espectador nesse novo cenário. A multipolaridade intensifica a disputa por legitimidade e influência, e o país precisa diversificar suas opções estratégicas. A dependência excessiva de EUA e China limita sua atuação em frentes como a cooperação Sul-Sul.
Desafios e Oportunidades
Embora 92% dos executivos seniores valorizem a troca intergeracional, 63% dos jovens líderes percebem resistência prática. A nova geração deseja participar ativamente da construção de soluções, exigindo fluência em ambientes complexos e capacidade de negociar múltiplas agendas.
O Brasil é visto como um potencial protagonista global nos próximos 10 a 15 anos, mas isso requer ação. A falta de voz ativa de think tanks brasileiros na cooperação Sul-Sul e a marginalização da política externa na estratégia de negócios são desafios a serem superados.
O simpósio deixou um otimismo pragmático, com a crença de que há espaço para iniciativas multilaterais e cooperação entre países do Sul Global. Ecossistemas como a Rede de Líderes da Fundação Lemann e Future in Black são fundamentais para formar líderes preparados para atuar em cenários complexos. A pergunta que fica é: o Brasil está pronto para ocupar esse espaço?
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