- Nos dias 6 e 7 de julho, o Rio de Janeiro sediará a cúpula do BRICS, reunindo 11 países emergentes.
- O evento abordará temas como reforma da governança global, segurança e o lançamento do sistema de pagamentos BRICS PAY.
- A cúpula ocorre em um contexto de tensões comerciais e conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.
- O Brasil, que lidera o grupo, busca ampliar a influência do Sul Global na economia e na política mundial.
- Nos dias 4 e 5 de julho, haverá a primeira reunião do Conselho Popular do BRICS, promovendo a participação da sociedade civil nas discussões do bloco.
Nos dias 6 e 7 de julho, o Rio de Janeiro será o palco da cúpula do BRICS, que reúne 11 países emergentes. O evento contará com a presença de autoridades que discutirão temas cruciais como reforma da governança global, segurança e o lançamento do sistema de pagamentos BRICS PAY.
A cúpula ocorre em um contexto geopolítico complexo, marcado por tensões comerciais e conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. Os países membros, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, buscam fortalecer a representatividade do Sul Global na economia e na política mundial. O BRICS, que se expandiu recentemente, agora inclui Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
Agenda da Cúpula
A programação da cúpula inclui uma série de reuniões e fóruns, como o Brics Business Fórum e o encontro dos governadores do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Este banco, criado em 2014, já aprovou mais de US$ 39 bilhões para financiar projetos de infraestrutura e sustentabilidade nos países membros.
Além das atividades oficiais, o evento mobiliza uma operação de segurança robusta, com a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo Governo Federal. O aeroporto Santos Dumont será fechado e um feriado municipal será estabelecido no dia 7 de julho para garantir a segurança dos participantes.
Participação da Sociedade Civil
Nos dias 4 e 5 de julho, o Rio de Janeiro também sediará a primeira reunião do Conselho Popular do BRICS, no Teatro Carlos Gomes. Este espaço visa aumentar a participação da sociedade civil nas decisões do bloco, reunindo movimentos sociais e especialistas para debater temas como saúde, educação e segurança.
O BRICS, que se consolidou como um fórum político-diplomático, busca ampliar a influência de seus membros em instituições multilaterais, como a ONU e o FMI. Com a cúpula, o Brasil reafirma seu papel de liderança no grupo e na agenda global.
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