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Brics define posição sobre Conselho de Segurança da ONU em declaração final

China e Rússia apoiam Brasil e Índia por assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Outros membros pedem reforma genérica.

Presidente Lula cumprimenta o premier da Índia, Narendra Modi, antes da foto oficial da Cúpula do Brics no Rio (Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP)
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  • A Cúpula dos Brics adicionou um novo parágrafo à declaração final, abordando o apoio a um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para Brasil, Índia e África do Sul.
  • A China e a Rússia manifestaram apoio explícito ao pleito de Brasil e Índia, enquanto outros membros apoiaram a reforma do Conselho de Segurança de forma mais geral.
  • Essa estratégia visa contornar a resistência de novos membros, como Egito e Etiópia, que discordam sobre qual nação africana deve ocupar um assento.
  • A Indonésia também se posiciona como candidata a um assento, sem pressa para definir a nova composição do Conselho.
  • O apoio à demanda de Brasil, Índia e África do Sul foi incluído pela primeira vez na cúpula de Johanesburgo, em dois mil e vinte e três, considerado um avanço diplomático.

Um novo parágrafo foi adicionado à declaração final da Cúpula dos Brics, visando resolver impasses nas negociações sobre o apoio a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU para Brasil, Índia e África do Sul. A inclusão do apoio explícito de China e Rússia ao pleito de Brasil e Índia foi uma estratégia para contornar a resistência de novos membros.

Os demais países participantes manifestaram apoio à reforma do Conselho de Segurança, mas sem mencionar nações específicas. Essa abordagem foi uma tentativa de apaziguar a oposição de países como Egito e Etiópia, que não concordam sobre qual nação africana deve ocupar um assento permanente. A Indonésia também se posicionou como candidata a um assento, revelando que não tem pressa em definir a nova composição do Conselho.

Para um diplomata brasileiro, a solução encontrada é positiva, pois mantém o apoio à reforma e aos aspirantes Brasil e Índia, além de evitar uma derrota diplomática. Caso o texto se confirme, será um avanço modesto para o Brasil, que evita um revés em casa, mas ainda enfrenta desafios. O apoio à demanda de Brasil, Índia e África do Sul foi incluído pela primeira vez na cúpula de Johannesburgo, em 2023, sendo considerado uma vitória diplomática.

Entretanto, no encontro seguinte, em Kazan, o apoio explícito foi diluído, fazendo referência a “países de África, Ásia e América Latina”. A situação se complica para a África do Sul, que deve considerar a posição da União Africana, que defende ao menos dois assentos permanentes para o continente no Conselho de Segurança.

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