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Cúpula do Brics reforça multilateralismo e suaviza tom sobre conflitos globais

Brics reafirma defesa do multilateralismo e condena conflitos em declaração final, destacando preocupações com Oriente Médio e Ucrânia.

Líderes dos países do Brics, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, via videoconferência, durante reunião no Rio de Janeiro (Foto: Mauro PIMENTEL / AFP)
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  • Os líderes do Brics se reuniram no Rio de Janeiro em um contexto internacional complicado, com a ausência de Xi Jinping e Vladimir Putin.
  • Na declaração final, o bloco defendeu o multilateralismo e condenou guerras e sanções.
  • O Brics expressou preocupação com os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, pedindo uma abordagem que respeite as perspectivas nacionais.
  • A declaração também abordou a inteligência artificial e as mudanças climáticas, destacando a necessidade de ação conjunta.
  • O Novo Banco de Desenvolvimento foi mencionado como um agente estratégico para o Sul Global, mas não houve propostas concretas para uma moeda única ou abandono do dólar no comércio.

Os líderes do Brics se reuniram no Rio de Janeiro em um contexto internacional desafiador, marcado pela ausência de Xi Jinping e Vladimir Putin. Na declaração final, o bloco reafirmou sua defesa do multilateralismo e condenou guerras e sanções como instrumentos políticos.

O texto expressou preocupação com os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, pedindo uma abordagem que respeite as diversas perspectivas nacionais. “Conclamamos a comunidade internacional a responder a esses desafios por meio de medidas político-diplomáticas”, diz a declaração, que também menciona o aumento dos gastos militares, em referência ao recente anúncio da Otan.

A declaração condenou os ataques de Israel ao Irã e expressou “profunda preocupação” com os ataques israelenses na Faixa de Gaza, pedindo um cessar-fogo imediato e a retirada das forças israelenses. Embora Lula tenha se referido à situação em Gaza como “genocídio”, esse termo não foi incluído no texto final.

Questões Regionais e Econômicas

A guerra na Ucrânia foi abordada de forma sutil, sem condenação direta às ações russas. O Brics defendeu iniciativas de paz não ocidentais, mas não mencionou os ataques ucranianos a regiões russas. A declaração também expressou preocupação com os riscos nucleares e defendeu zonas livres de armas atômicas.

Na esfera econômica, o Novo Banco de Desenvolvimento foi destacado como um agente estratégico para o Sul Global. No entanto, não houve menção a uma moeda única do Brics ou a um plano concreto para abandonar o dólar no comércio internacional. O texto condenou a “imposição de medidas coercitivas unilaterais”, mas não citou diretamente os EUA.

Tecnologia e Sustentabilidade

A declaração abordou o uso crescente da inteligência artificial, enfatizando a necessidade de respeitar os direitos de propriedade intelectual. O Brics também defendeu a ação conjunta contra as mudanças climáticas, reconhecendo o papel dos combustíveis fósseis na matriz energética, especialmente para economias em desenvolvimento.

“Afirmamos que a cooperação dentro e por meio do Brics é fundamental para um futuro sustentável”, conclui o texto, que reflete a busca do bloco por maior autonomia no cenário global, apesar dos desafios internos e externos.

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