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Lula critica tarifas de Trump ao Brics e classifica ameaças como irresponsáveis

Lula defende reciprocidade nas tarifas e critica Trump em cúpula do Brics, que condena aumento de tarifas como ameaça ao comércio global.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ameaçar aplicar tarifas de dez por cento sobre países do Brics.
  • Lula defendeu a soberania nacional e a reciprocidade nas tarifas durante a cúpula do bloco, realizada no Rio de Janeiro nos dias seis e sete de agosto.
  • Trump anunciou que países alinhados ao Brics sofrerão tarifas adicionais, sem exceções.
  • O Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, condenou o aumento de tarifas como uma ameaça ao comércio global.
  • A cúpula também abordou a necessidade de reformas na Organização das Nações Unidas e na Organização Mundial do Comércio, além de discutir questões de inteligência artificial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que propôs a aplicação de tarifas de 10% sobre países do Brics. Durante a cúpula do bloco, realizada no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de agosto, Lula defendeu a soberania das nações e a reciprocidade nas tarifas. Ele afirmou: “Se Trump pode taxar, nós também podemos taxar”.

Trump anunciou que qualquer país que se alinhe às políticas do Brics será afetado por tarifas adicionais. Em suas redes sociais, ele declarou que não haverá exceções a essa política. A medida, que pode impactar o Brasil, já resultou em tarifas de 10% desde abril, embora o país tenha sido um dos menos afetados.

Reação do Brics

O Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, condenou o aumento de tarifas como uma ameaça ao comércio global. Em comunicado, o grupo expressou “sérias preocupações” com medidas tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são inconsistentes com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora não tenha mencionado Trump diretamente, a declaração reflete a tensão crescente entre o bloco e os Estados Unidos.

A China também se manifestou, com a porta-voz do governo, Mao Ning, afirmando que “guerras comerciais e tarifárias não têm vencedores”. A posição da China contrasta com a de Lula, que enfatizou a necessidade de respeito entre as nações e criticou a abordagem unilateral de Trump.

Contexto e Desdobramentos

O Brics, que recentemente se expandiu para incluir 11 países, representa quase 40% do PIB global. Durante a cúpula, os líderes do bloco discutiram a importância de fortalecer laços econômicos e políticos, além de abordar questões como a inteligência artificial e a necessidade de reformas na ONU e na OMC.

Lula, que presidirá o Brics em 2025, reiterou que o Brasil não aceita interferências externas e que “ninguém está acima da lei”. A cúpula também pediu um “cessar-fogo imediato” na Faixa de Gaza, condenando ataques militares de Israel e Estados Unidos contra o Irã. A situação permanece tensa, com incertezas sobre as futuras relações comerciais entre os países.

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