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Grávidas palestinas em Gaza enfrentam desnutrição e riscos devido ao bloqueio

Cerca de 17 mil mulheres grávidas em Gaza enfrentam desnutrição severa e aumento alarmante de abortos espontâneos em meio à crise humanitária.

Cirurgiões operam um palestino ferido no hospital Nasser em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza (Foto: AFP)
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  • A situação em Gaza se agrava, especialmente para gestantes como Fátima Arafa, que enfrenta desnutrição severa e dificuldades para acessar cuidados médicos.
  • Fátima, de 34 anos, está no sexto mês de gestação e relata escassez de alimentos.
  • A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que o número de casos de desnutrição aguda entre gestantes quase quadruplicou nos últimos dois meses.
  • O obstetra Fathi al Dahdouh, do Hospital Al Helou, destacou um aumento nos abortos espontâneos, com uma média de oito a nove por dia desde o início da guerra em outubro de 2023.
  • O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) alertou que cerca de 17 mil mulheres grávidas e lactantes em Gaza precisarão de tratamento para desnutrição aguda nos próximos meses.

A situação em Gaza se agrava, especialmente para gestantes como Fátima Arafa, que enfrenta desnutrição severa e dificuldades para acessar cuidados médicos. A escassez de alimentos e recursos básicos, exacerbada pelo bloqueio israelense, tem impactado a saúde de muitas mulheres grávidas na região.

Fátima, de 34 anos, está no sexto mês de gestação e relata que não consegue atender às necessidades mínimas para levar a gravidez adiante. “Estou sem alimentos e, quando quero comprar comida, não há nada disponível”, afirmou. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou sobre um aumento alarmante na desnutrição aguda entre gestantes, com o número de casos em sua clínica quase quadruplicando nos últimos dois meses.

Aumento de Abortos Espontâneos

O obstetra Fathi al Dahdouh, do Hospital Al Helou, destacou que os abortos espontâneos dispararam desde o início da guerra em outubro de 2023, com uma média de oito a nove abortos por dia. Ele sugere que a combinação de guerra, falta de nutrição e imunidade pode estar contribuindo para essa tragédia. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) já havia alertado que cerca de 17 mil mulheres grávidas e lactantes em Gaza precisariam de tratamento para desnutrição aguda nos próximos meses.

As condições de vida em Gaza são extremamente precárias. Fátima e sua família vivem em um campo improvisado, onde compartilham refeições limitadas, como um ensopado de macarrão com lentilhas, a única opção disponível. A escassez de combustível também obriga Fátima a ir ao hospital a pé, enfrentando o calor intenso.

Desafios para a Saúde

As agências da ONU e organizações humanitárias afirmam que a ajuda humanitária que chega a Gaza é insuficiente. Profissionais de saúde trabalham em condições críticas, com a unidade de cuidados intensivos neonatais do hospital já sobrecarregada. A guerra, que começou com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, resultou na morte de 1.219 israelenses e mais de 57.762 palestinos, a maioria civis, segundo dados oficiais.

A situação em Gaza continua a se deteriorar, e as mulheres grávidas enfrentam desafios sem precedentes em meio a um cenário de guerra e escassez.

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