- O Reino Unido e a França anunciaram que reconhecerão o Estado Palestino em setembro.
- A decisão depende de ações concretas de Israel e exigências ao Hamas, como a libertação de reféns.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o reconhecimento ocorrerá se Israel não agravar a situação em Gaza.
- As condições incluem um cessar-fogo, a não anexação da Cisjordânia e um compromisso com um processo de paz.
- A crise humanitária em Gaza se intensificou, com mais de 60 mil palestinos mortos desde o ataque de 7 de outubro de 2023.
O Reino Unido e a França anunciaram que reconhecerão o Estado Palestino em setembro, condicionando essa decisão a ações concretas de Israel e exigências ao Hamas. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o reconhecimento ocorrerá se Israel não tomar medidas para melhorar a situação em Gaza, que enfrenta uma grave crise humanitária.
Starmer destacou que as condições incluem um cessar-fogo, a não anexação da Cisjordânia e um compromisso com um processo de paz que vise uma solução de dois Estados. Além disso, as exigências ao Hamas incluem a libertação de reféns israelenses e o desarmamento do grupo. O anúncio britânico segue a pressão do Parlamento e ocorre logo após o presidente francês, Emmanuel Macron, declarar que a França também reconhecerá a Palestina.
Críticas e Reações
A decisão de Macron foi criticada por Israel e pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a medida “recompensa o terror” e pode fortalecer a influência do Irã na região. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, chamou o reconhecimento francês de “inútil” e sem peso. A situação em Gaza se deteriorou desde o ataque de 7 de outubro de 2023, que resultou em mais de 60 mil palestinos mortos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza.
A crise humanitária em Gaza é alarmante, com relatos de fome extrema e mortes por desnutrição. A comunidade internacional observa atentamente a situação, enquanto a necessidade de um cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária se tornam cada vez mais urgentes. O reconhecimento da Palestina por países europeus pode representar um revés diplomático significativo para Israel, que já enfrenta um aumento nas tensões desde o início do conflito.
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