- Ataques israelenses em Gaza, no dia 3 de agosto, resultaram em pelo menos 90 mortes, incluindo 29 pessoas em busca de alimentos.
- O total de mortos desde o início da ofensiva em resposta aos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 ultrapassa 60.933.
- Quase metade das vítimas são crianças e mulheres, e mais de 150 mil pessoas ficaram feridas.
- Desde o início da guerra, mais de 1,5 mil pessoas morreram ao tentar acessar ajuda humanitária.
- A situação humanitária em Gaza é crítica, com 180 mortes por fome ou desnutrição desde o início do conflito, refletindo o impacto do bloqueio severo à ajuda.
Os ataques israelenses na Faixa de Gaza, ocorridos no domingo, 3 de agosto, resultaram em pelo menos 90 mortes, incluindo 29 pessoas que estavam em busca de alimentos. O Ministério da Saúde de Gaza informou que o total de mortos desde o início da ofensiva, em resposta aos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, ultrapassa 60.933. Quase metade das vítimas são crianças e mulheres, e mais de 150 mil pessoas ficaram feridas.
As equipes de resgate também recuperaram os corpos de quatro pessoas que haviam morrido em dias anteriores e estavam soterradas sob os escombros. Desde o início da guerra, mais de 1,5 mil pessoas perderam a vida enquanto tentavam acessar ajuda humanitária, tanto em pontos de distribuição da Fundação Humanitária para Gaza (GHF) quanto nas rotas utilizadas pelos caminhões da ONU.
Situação Humanitária Crítica
A situação em Gaza se agravou com o bloqueio severo à entrada de ajuda humanitária. Desde março, o bloqueio foi total até meados de maio, e atualmente, o fluxo de ajuda é extremamente limitado. As autoridades israelenses anunciaram “pausas humanitárias” em algumas rotas, permitindo que caminhões com suprimentos entrem no enclave, mas a maioria da carga acaba sendo saqueada pela população desesperada.
Além disso, 180 pessoas morreram em Gaza devido à fome ou desnutrição desde o início do conflito, incluindo 93 menores. A maioria dessas mortes ocorreu nas últimas semanas, refletindo o impacto devastador do bloqueio prolongado e da escassez de alimentos. A situação humanitária continua a se deteriorar, com a população enfrentando uma crise sem precedentes.
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