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Bolsonaro comenta sobre tentativas de golpe e suas repercussões políticas

Bolsonaro nega tentativa de golpe e se distancia de manifestações de 8 de janeiro em alegações finais no STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro durante interrogatório no STF (Foto: Ton Molina/STF/09-06-2025)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou suas alegações finais no Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo sobre uma suposta tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022.
  • Ele negou envolvimento em um golpe, afirmando que não havia clima ou base para tal ação.
  • Bolsonaro admitiu ter discutido medidas excepcionais, como o Estado de Sítio, com comandantes das Forças Armadas, mas ressaltou que não houve intenção de realizar um golpe.
  • O ex-presidente se distanciou dos acampamentos que pediam intervenção militar e pediu investigação sobre quem convocou os atos de 8 de janeiro, negando participação na organização.
  • Ele afirmou que as discussões sobre medidas excepcionais foram informais e não resultaram em ações concretas.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou suas alegações finais no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, em um processo que investiga uma suposta tentativa de golpe após sua derrota nas eleições de 2022. Bolsonaro negou qualquer envolvimento em um golpe, afirmando que não havia “clima” ou “base” para tal ação.

Durante seu depoimento, Bolsonaro admitiu ter discutido com comandantes das Forças Armadas a possibilidade de medidas excepcionais, como o Estado de Sítio, mas enfatizou que não houve intenção de realizar um golpe. Ele afirmou que a ideia de um golpe não se sustentava, citando a falta de apoio e liderança. “Golpe não são meia dúzia de pessoas”, disse Bolsonaro, referindo-se à fragilidade de qualquer movimento golpista.

O ex-presidente também se defendeu das acusações relacionadas a uma minuta golpista mencionada na delação de Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens. Bolsonaro afirmou que não teve acesso ao documento e que as discussões sobre medidas excepcionais foram informais e não resultaram em ações concretas. “Nada foi à frente”, destacou.

Além disso, Bolsonaro se distanciou dos acampamentos que pediam intervenção militar, chamando alguns manifestantes de “malucos”. Ele pediu que a Polícia Federal investigasse quem realmente convocou os atos de 8 de janeiro, afirmando que não teve qualquer participação na organização das manifestações. “Não procede que eu colaborei com o 8 de janeiro”, concluiu.

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