- Autoridades dos Estados Unidos instalaram rastreadores secretos em chips de inteligência artificial e servidores para monitorar vendas à China.
- As restrições à exportação de processadores e máquinas para a China foram implementadas desde 2018 para limitar seu avanço tecnológico.
- Os rastreadores estão presentes tanto nas embalagens quanto dentro dos dispositivos, permitindo verificar se produtos adquiridos por terceiros são revendidos ilegalmente à China.
- A proibição da exportação do chip Nvidia H20, menos potente que outros modelos, foi intensificada, com a condição de que a empresa repassasse 15% de seus lucros em impostos ao governo americano.
- A China expressou preocupações sobre o uso do chip, temendo espionagem, e classificou as ações dos EUA como parte de um “império da vigilância”.
EUA inserem rastreadores em chips de IA para monitorar vendas à China
Autoridades dos Estados Unidos implementaram rastreadores secretos em chips de inteligência artificial (IA) e servidores, com o intuito de monitorar a venda desses produtos à China. Desde 2018, os EUA impõem restrições à exportação de processadores e máquinas para o país asiático, visando conter seu avanço tecnológico.
Os rastreadores, conforme reportado pela Reuters, são instalados tanto externamente, nas embalagens, quanto internamente, dentro dos dispositivos. Essa estratégia permite que os EUA verifiquem se os equipamentos adquiridos por terceiros, como Malásia e Cingapura, são revendidos ilegalmente à China. A Casa Branca já havia recomendado que empresas de semicondutores adotassem tecnologias de rastreamento embutidas.
Recentemente, a situação se intensificou com a proibição da exportação do chip Nvidia H20, desenvolvido para o mercado chinês. Este chip, menos potente que outros modelos da Nvidia, foi liberado em agosto, mas com a condição de que a empresa repassasse 15% de seus lucros em impostos ao governo americano.
Preocupações da China
A China, por sua vez, expressou preocupações sobre o uso do H20, especialmente em sistemas governamentais. O governo chinês tem orientado empresas a evitarem o chip, temendo a possibilidade de espionagem através de mecanismos ocultos. A agência de notícias Xinhua classificou as ações dos EUA como reflexos de um “império da vigilância”, evidenciando o clima de desconfiança entre as duas potências.
Essas medidas refletem a crescente tensão na corrida pela liderança em tecnologia de IA, onde os EUA buscam manter sua posição diante do avanço chinês. A situação continua a evoluir, com ambos os lados adotando posturas defensivas em relação à segurança nacional e à proteção de suas inovações tecnológicas.
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