- A Rússia bloqueou chamadas no WhatsApp e Telegram, alegando violação de requisitos de compartilhamento de informações.
- A medida afeta cerca de 100 milhões de usuários em cada aplicativo e faz parte da estratégia do governo para controlar a comunicação digital.
- O WhatsApp defendeu sua criptografia de ponta a ponta, enquanto o Telegram afirmou usar moderadores e inteligência artificial para monitorar comportamentos criminosos.
- Um incidente recente expôs informações sensíveis de uma operação da Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em um grupo de chat.
- A chefe da polícia de segurança da Noruega, Beate Gangås, acusou hackers russos de um ataque a uma represa, que resultou na liberação de milhões de litros de água.
A Rússia intensificou sua censura na internet ao bloquear chamadas no WhatsApp e Telegram, alegando que as plataformas violam requisitos de compartilhamento de informações. Com cerca de 100 milhões de usuários em cada aplicativo, a medida é vista como parte de uma estratégia mais ampla do Kremlin para controlar a comunicação digital no país.
A decisão foi anunciada após a alegação de que os esquemas de criptografia utilizados pelos aplicativos dificultam a supervisão governamental. Um porta-voz do WhatsApp afirmou que a plataforma é privada e criptografada de ponta a ponta, defendendo o direito dos usuários à comunicação segura. Em resposta, o Telegram informou que implementa moderadores e ferramentas de inteligência artificial para monitorar comportamentos criminosos, removendo milhões de mensagens maliciosas diariamente.
Incidente de Segurança
Recentemente, um incidente envolvendo agentes da Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) expôs informações sensíveis em um grupo de chat. Um civil foi adicionado acidentalmente a um chat chamado “Mass Text”, onde detalhes de uma operação de captura de um criminoso foram discutidos. O indivíduo, que não tinha ligação com a investigação, inicialmente pensou que se tratava de mensagens de spam.
Além disso, a segurança cibernética na Europa também está em alerta. A chefe da polícia de segurança da Noruega, Beate Gangås, acusou hackers russos de um ataque a uma represa no país, que resultou na liberação de milhões de litros de água. A embaixada russa negou as alegações, mas a situação ressalta a crescente preocupação com a segurança digital na região.
Esses eventos refletem um cenário em que a Rússia não apenas busca controlar a comunicação interna, mas também é acusada de atividades cibernéticas agressivas fora de suas fronteiras.
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