- Mais de 700 cristãos estão no corredor da morte no Paquistão, acusados de blasfêmia contra o profeta Maomé.
- Muitos se negam a aceitar benefícios que exigem a prática do islã, mantendo sua fé.
- O Paquistão ocupa a oitava posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que identifica os países mais perigosos para cristãos.
- A legislação sobre blasfêmia é severa, com penas que vão de 10 anos de prisão até a morte, e muitas acusações são infundadas.
- Recentemente, Ankwar Kenneth foi absolvido após 23 anos no corredor da morte, destacando falhas no sistema judicial do país.
Mais de 700 cristãos estão atualmente no corredor da morte no Paquistão, enfrentando acusações de blasfêmia contra o profeta Maomé. Muitos desses indivíduos se recusam a aceitar benefícios que exigem a prática do islã, como a memorização do Alcorão, mantendo-se firmes em sua fé apesar das severas punições. O país ocupa a oitava posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, elaborada pela Missão Portas Abertas, que identifica os 50 países mais perigosos para os cristãos.
A legislação paquistanesa sobre blasfêmia é considerada uma das mais severas do mundo, com penas que variam de 10 anos de prisão até a morte. Muitas acusações são infundadas, usadas como ferramentas de perseguição ou vingança pessoal. Um relatório da Comissão Nacional de Justiça e Paz (NCJP) revela que os detentos acusados de blasfêmia enfrentam condições desumanas nas prisões. Um caso alarmante envolveu 100 cristãos mantidos em um espaço anteriormente destinado a pacientes com tuberculose, sem acesso a água potável ou itens básicos.
Caso de Absolvição
Em um desdobramento recente, Ankwar Kenneth, um cristão de 72 anos, foi absolvido após passar 23 anos no corredor da morte. Kenneth, que participava de debates religiosos antes de sua prisão, teve sua defesa baseada em um diagnóstico de instabilidade mental. A Suprema Corte do Paquistão decidiu que uma pessoa com tal condição não pode ser responsabilizada por crimes. Este caso destaca as falhas do sistema judicial paquistanês, onde muitos processos são realizados sem audiência adequada.
A situação dos cristãos e de outras minorias religiosas, como os hindus, continua a ser crítica, com denúncias de discriminação sistemática e tratamento cruel nas prisões. A Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) classifica a legislação de blasfêmia do Paquistão como uma das mais rigorosas do mundo, refletindo a necessidade urgente de reformas e proteção para as minorias religiosas no país.
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