- A guerra entre Rússia e Ucrânia se intensifica com ataques a alvos energéticos.
- Um ataque russo com drones deixou 100 mil ucranianos sem eletricidade em três regiões do norte da Ucrânia.
- A Ucrânia retaliou atingindo um oleoduto que abastece Moscou.
- Desde o início do ano, a capacidade de geração de energia a partir do gás na Ucrânia caiu 40%.
- As negociações de paz não avançaram, com o Kremlin rejeitando exigências europeias para um cessar-fogo.
A guerra entre Rússia e Ucrânia continua a se intensificar, com ambos os lados atacando alvos energéticos estratégicos. Na noite de quarta-feira (27), um ataque com drones da Rússia deixou 100 mil ucranianos sem eletricidade em três regiões do norte do país. Em resposta, a Ucrânia atingiu um oleoduto que abastece Moscou, intensificando as hostilidades.
O ataque russo envolveu 95 drones, dos quais 21 foram interceptados pela defesa ucraniana. As regiões de Sumi, Poltava e Tchernihiv foram severamente afetadas, enquanto instalações de bombeamento de gás em Kharkiv, Zaporíjia e Donetsk também foram bombardeadas. Desde o início do ano, a capacidade de geração de energia a partir do gás na Ucrânia caiu 40%, e os depósitos para o aquecimento no inverno estão em níveis críticos.
Escalada de Conflitos
A escalada dos ataques energéticos ocorre em um contexto de tentativas de negociações de paz. O Kremlin, através do porta-voz Dmitri Peskov, expressou apreço pelos esforços diplomáticos de Donald Trump, mas rejeitou as exigências europeias para um cessar-fogo. Peskov reiterou que nenhum soldado da Otan pode fazer parte de uma força de paz na Ucrânia.
A situação se complica ainda mais com a Ucrânia cortando o fornecimento de petróleo russo para a Hungria e Eslováquia, o que gerou uma crise de abastecimento de gasolina no Extremo Oriente russo. O governo ucraniano busca financiamento europeu para enfrentar os desafios energéticos, enquanto a Rússia enfrenta um aumento de 12% nos preços dos combustíveis.
Impasse Diplomático
As negociações de paz, que começaram com a reunião de Trump e Putin no Alasca, não avançaram. O chanceler russo, Serguei Lavrov, indicou que a Rússia aceita uma fórmula de controle similar à proposta em março de 2022, mas a entrada de tropas europeias em solo ucraniano é vista como uma derrota pelo Kremlin.
A pressão sobre ambos os lados aumenta, com a Ucrânia buscando interromper o abastecimento de combustível da Rússia e a Rússia tentando desestabilizar a economia ucraniana. A situação continua a evoluir, com ambos os lados buscando maximizar os danos em suas respectivas infraestruturas energéticas.
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