- A cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) ocorreu em Tianjin, com a presença de mais de 20 líderes de países não ocidentais.
- O presidente da China, Xi Jinping, apresentou sua visão de um mundo multipolar e anunciou a criação de um novo banco de desenvolvimento.
- Xi também propôs uma Iniciativa de Governança Global para um sistema de governança multilateral mais justo.
- A relação entre China e Rússia se fortaleceu com a implementação de um acesso de 30 dias sem visto para viajantes russos e um novo gasoduto entre os países.
- A Bélgica planeja reconhecer a Palestina como estado independente, condicionado à liberação de reféns, enquanto a Rússia é acusada de interferência em um voo da Comissão Europeia.
A crescente influência da China no cenário global foi reafirmada na recente cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), realizada em Tianjin. O presidente chinês, Xi Jinping, apresentou sua visão de um novo mundo multipolar, onde a força militar e diplomática de Pequim supera a hegemonia dos Estados Unidos. O evento, considerado o maior da SCO até agora, contou com a presença de mais de 20 líderes de países não ocidentais.
Durante a cúpula, foram firmados acordos significativos, incluindo a criação de um novo banco de desenvolvimento liderado pela China, um projeto que Pequim busca implementar desde 2010. Além disso, Xi propôs uma Iniciativa de Governança Global, com o objetivo de estabelecer um sistema de governança multilateral mais justo e equitativo. O encontro também serviu para fortalecer laços bilaterais, como o diálogo com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em meio a tensões comerciais com os EUA.
Relações China-Rússia
A relação entre China e Rússia se intensificou, com Xi e o presidente russo, Vladimir Putin, anunciando a implementação de um acesso de 30 dias sem visto para viajantes russos. Além disso, foi assinado um memorando para a construção de um novo gasoduto que transportará gás da Sibéria Ocidental para o norte da China. Os dois países também concordaram em aumentar as entregas de gás pela Gazprom.
Reconhecimento da Palestina e Interferência Russa
Em um contexto diferente, a Bélgica anunciou planos para reconhecer a Palestina como um estado independente, condicionado à liberação de reféns mantidos pelo Hamas. O ministro das Relações Exteriores belga, Maxime Prévot, destacou que a formalização ocorrerá após a libertação dos últimos reféns.
Por outro lado, a Rússia é acusada de interferência em um voo da Comissão Europeia, onde o GPS da aeronave que transportava a presidente Ursula von der Leyen foi supostamente sabotado. A situação levanta preocupações sobre a segurança das operações aéreas na região e a necessidade de reforçar a defesa europeia contra ações russas.
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