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PCC se fortalece no setor de combustíveis com tráfico internacional há 20 anos

Operação Carbono Oculto expõe expansão do PCC, que movimentou R$ 30 bilhões em quatro anos com novas táticas de lavagem de dinheiro

Ônibus incendiado na Estrada do Alvarenga, zona sul de São Paulo, durante os ataques do PCC em maio de 2006 (Foto: Reprodução)
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  • A Operação Carbono Oculto revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou R$ 30 bilhões em quatro anos por meio de lavagem de dinheiro.
  • O PCC, que já utilizava postos de gasolina como fachada desde 2006, agora também compra usinas sucroalcooleiras e tem conexões internacionais.
  • Os postos de gasolina eram usados para encobrir lucros do tráfico de drogas, com práticas como vendas de combustível adulterado e registros em nome de laranjas.
  • A facção, liderada por Wilson Roberto Cuba, conhecido como Rabugento, operava de dentro de um presídio, utilizando familiares para movimentar o dinheiro.
  • A investigação identificou que o PCC dominou rotas de tráfico entre o Brasil e o Paraguai desde 2016, expandindo suas operações para pelo menos 28 países.

A Operação Carbono Oculto revelou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) ampliou suas operações de lavagem de dinheiro, movimentando R$ 30 bilhões em quatro anos. O esquema, que já utilizava postos de gasolina como fachada desde 2006, agora inclui a compra de usinas sucroalcooleiras e conexões internacionais.

Os postos de gasolina, inicialmente usados para encobrir lucros do tráfico de drogas, evoluíram para um sistema mais complexo. Vendas de combustível adulterado e registros em nome de laranjas eram práticas comuns. A facção, sob a liderança de Wilson Roberto Cuba, conhecido como Rabugento, operava de dentro de um presídio, utilizando familiares para movimentar o dinheiro.

Com a expansão do PCC no mercado internacional de cocaína, os métodos de lavagem se tornaram mais sofisticados. A investigação identificou que o dinheiro do tráfico agora entra na economia formal em múltiplos elos da cadeia produtiva de combustíveis. Usinas sucroalcooleiras foram adquiridas com recursos ilícitos, frequentemente mediante ameaças a proprietários.

Um dos principais nomes na operação é Mohamad Hussein Mourad, que gerencia uma rede de empresas, incluindo distribuidoras e postos de combustíveis. Outro elo importante é Daniel Dias Lopes, que, apesar de sua empresa estar inativa, é acusado de conectar facções criminosas a um esquema de lavagem de dinheiro.

A análise dos promotores indica que, desde 2016, após o assassinato do traficante Jorge Rafaat Toumani, o PCC dominou rotas de tráfico entre o Brasil e o Paraguai, aumentando seus lucros. Atualmente, a facção possui membros em pelo menos 28 países, atuando na criação de redes de apoio e distribuição de drogas no exterior.

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