- Mais de 300 cidadãos sul-coreanos foram presos em uma operação de imigração em uma fábrica de baterias na Geórgia, Estados Unidos.
- A operação ocorreu na quinta-feira, 4 de setembro, na unidade em construção da Hyundai e LG em Ellabell.
- O governo sul-coreano anunciou que os detidos serão libertados e repatriados após negociações.
- O chefe de gabinete sul-coreano, Kang Hoon-sik, informou que um avião foi fretado para trazer os trabalhadores de volta.
- A operação gerou críticas na Coreia do Sul, especialmente após a divulgação de um vídeo mostrando trabalhadores sendo algemados.
Os mais de 300 cidadãos sul-coreanos detidos em uma operação de imigração em uma fábrica de baterias na Geórgia serão libertados e repatriados ao seu país, conforme anunciou o governo sul-coreano neste domingo (7). A operação ocorreu na última quinta-feira (4) na unidade em construção da Hyundai e LG em Ellabell, onde foram presos 475 trabalhadores, a maioria sul-coreanos.
O chefe de gabinete sul-coreano, Kang Hoon-sik, informou que as negociações para a libertação dos detidos foram concluídas rapidamente. O governo fretou um avião para trazer os trabalhadores de volta à Coreia do Sul. Ele destacou que as atividades comerciais e os direitos dos trabalhadores não devem ser violados durante a aplicação da lei nos EUA.
A operação gerou críticas na Coreia do Sul, especialmente após a divulgação de um vídeo mostrando trabalhadores sendo algemados. A LG Energy Solution confirmou que 47 dos detidos eram funcionários seniores da empresa, enquanto cerca de 250 eram de empresas subcontratadas. A Hyundai, por sua vez, afirmou que não tinha conhecimento de que algum dos detidos fosse seu empregado direto.
Tensão nas Relações
Esse incidente ocorre em um momento delicado nas relações entre Coreia do Sul e Estados Unidos. O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, havia prometido investimentos significativos em parceria com empresas americanas, buscando evitar tarifas elevadas impostas por Donald Trump. Recentemente, a Hyundai anunciou um aumento de seus investimentos nos EUA para US$ 28 bilhões até 2028, reforçando seu compromisso com o mercado americano.
A operação de imigração, considerada a maior em um único local sob a administração Trump, levanta preocupações sobre a segurança e os direitos dos trabalhadores estrangeiros nos EUA, especialmente em setores estratégicos como o de baterias para veículos elétricos.
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