- O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reimpôs sanções econômicas ao Irã em 19 de setembro de 2025.
- As sanções foram reativadas devido ao acúmulo de urânio pelo Irã, que ultrapassa em mais de 40 vezes o limite permitido pelo acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA).
- O Irã tem oito dias para negociar um adiamento das punições, enquanto as potências ocidentais expressam preocupação com a falta de ação do país.
- O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, considerou a decisão ilegal, mas indicou que a diplomacia ainda é uma opção.
- As tensões entre o Irã e Israel aumentaram, especialmente após um recente conflito de doze dias, com Israel pressionando a comunidade internacional a agir contra o programa nuclear iraniano.
O Conselho de Segurança da ONU decidiu, nesta sexta-feira (19), reimpor sanções econômicas ao Irã devido a alegações de descumprimento do acordo nuclear de 2015, conhecido como JCPOA. A medida foi aprovada em meio a um clima de crescente tensão regional, especialmente entre o Irã e Israel.
As sanções foram reativadas após um pedido das potências europeias — Reino Unido, França e Alemanha — que afirmaram que Teerã acumulou urânio em níveis que superam em mais de 40 vezes o limite permitido. O Irã agora tem oito dias para negociar um adiamento das punições, enquanto as potências ocidentais expressam preocupação com a falta de ação do país.
O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, classificou a decisão como ilegal e afirmou que o Irã não reconhece obrigações relacionadas a ela. Apesar da indignação, ele indicou que a diplomacia ainda é uma opção viável. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, apresentou uma proposta “justa e equilibrada” para evitar as sanções, mas as potências europeias já sinalizaram que não houve progresso significativo nas negociações.
Tensão com Israel
A situação se agrava com a intensificação das tensões entre o Irã e Israel, especialmente após a recente guerra de 12 dias entre os dois países. Israel tem pressionado a comunidade internacional para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, considerando isso uma ameaça à segurança global. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, reiterou a necessidade de ações concretas contra o programa nuclear iraniano.
Desde a retirada dos Estados Unidos do JCPOA em 2018, o Irã tem se afastado de seus compromissos, intensificando suas atividades nucleares e suspendendo a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A reimposição das sanções pode limitar ainda mais a capacidade do Irã de realizar negócios internacionais, afetando sua economia já fragilizada.
As potências ocidentais, incluindo os Estados Unidos, continuam a monitorar a situação de perto, enquanto o Irã se prepara para possíveis negociações durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana. A pressão internacional sobre Teerã permanece alta, com a possibilidade de novas sanções se não houver um acordo até o final do mês.
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