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Protestos na Europa bloqueiam ruas após ação de Israel contra flotilha

Protestos pró-palestinos se intensificam na Europa após bloqueio de flotilha humanitária por Israel, resultando em vandalismo e greves gerais.

© JUAN MEDINA
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  • Manifestantes pró-palestinos bloquearam ruas em várias cidades europeias nesta quinta-feira, 2 de outubro de 2025, após o bloqueio de uma flotilha de ajuda humanitária por Israel.
  • A ação resultou em vandalismo em locais como Espanha e Itália, com mais de 400 ativistas detidos.
  • A flotilha, composta por cerca de 40 navios, tentava levar suprimentos a Gaza e sua abordagem pelas forças israelenses gerou condenação internacional.
  • Em Barcelona, manifestantes quebraram vidros de lojas e picharam frases anti-Israel, enquanto em Roma, estudantes ocuparam universidades em protesto.
  • A situação em Gaza continua crítica, com mais de 66.000 mortes registradas desde o início da ofensiva israelense em 7 de outubro de 2023.

Manifestantes pró-palestinos bloquearam ruas em várias cidades europeias nesta quinta-feira, 2 de outubro de 2025, após o bloqueio de uma flotilha de ajuda humanitária por Israel. A ação resultou em vandalismo em locais como Espanha e Itália, com mais de 400 ativistas detidos.

A flotilha, composta por cerca de 40 navios, tentava romper um bloqueio naval para levar suprimentos a Gaza. A abordagem das forças israelenses gerou condenação internacional e protestos em diversas cidades. Em Barcelona, manifestantes quebraram vidros de lojas e picharam frases anti-Israel, incluindo redes como Starbucks e Burger King, acusando-as de conivência com a ofensiva israelense.

“Esses protestos são a única coisa que podemos fazer”, afirmou Akram Azahomaras, um dos manifestantes, que, no entanto, criticou o vandalismo. Em Roma, estudantes ocuparam universidades e médicos se prepararam para um flash mob em homenagem aos profissionais de saúde mortos em Gaza.

Mobilização em várias cidades

Na Itália, sindicatos convocaram uma greve geral em apoio à flotilha, com mais de 100 manifestações programadas. O ministro da Defesa, Guido Crosetto, criticou os transtornos causados pelos protestos, questionando a eficácia de bloquear serviços públicos para ajudar o povo palestino.

Em outras partes da Europa, milhares de pessoas se reuniram em Dublin, Paris, Berlim e Genebra para condenar a interceptação da flotilha. Também ocorreram manifestações em Buenos Aires, Cidade do México e Karachi. Em Istambul, manifestantes se reuniram em frente à embaixada israelense, clamando por justiça.

A situação em Gaza continua crítica, com mais de 66.000 mortes registradas desde o início da ofensiva israelense, que começou após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, resultando em cerca de 1.200 mortes e 251 reféns israelenses.

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