- Robert Baker, de sessenta e três anos, cidadão das Ilhas Britânicas Ultramarinas, morreu na Jamaica após não conseguir tratamento adequado em Montserrat, sua terra natal; as regras do NHS limitam o atendimento a cinco a dez BOT por ano.
- Familiares afirmam que ele enfrentou condições precárias durante o tratamento, ficou sem leito por quase duas semanas e dormiu em cadeiras; a parceira Cynthia Brooks pediu que outros cidadãos de Montserrat não passem pela mesma negligência.
- O deputado Donaldson Romeo ressaltou a necessidade urgente de reformar as políticas de saúde e buscar apoio do Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO), afirmando que as regras atuais são inadequadas e geram desigualdades.
- A situação de Baker não é isolada; outra cidadã de Montserrat, Cherry Brown, teve problemas semelhantes ao receber tratamento no Reino Unido, sem suporte financeiro adequado.
- Cobram-se revisão das políticas de saúde para Montserrat, com expectativa de que o governo britânico reconheça a necessidade de um sistema mais equitativo e acessível.
A morte de Robert Baker, um cidadão das Ilhas Britânicas Ultramarinas (BOT), após a recusa de assistência médica no Reino Unido, gerou um clamor por reformas nas políticas de saúde que regem esses territórios. Baker, de 63 anos, faleceu na Jamaica após não conseguir tratamento adequado em Montserrat, sua terra natal. A situação expõe as falhas nas diretrizes do NHS, que limitam o atendimento a apenas 5 a 10 cidadãos de BOT por ano.
Familiares de Baker relataram que ele enfrentou condições precárias durante seu tratamento. Após uma cirurgia para remover um tumor, ele ficou sem leito por quase duas semanas, tendo que dormir em cadeiras. Sua parceira, Cynthia Brooks, fez um apelo emocionado, pedindo que outros cidadãos de Montserrat não enfrentem a mesma negligência que Baker enfrentou. “Se apenas tivessem ouvido o clamor de Robert, ele estaria conosco hoje”, afirmou.
Pressão por Reformas
O deputado Donaldson Romeo destacou a necessidade urgente de reformar as políticas de saúde. Ele se mobilizou para obter apoio do Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO), argumentando que as regras atuais são inadequadas e não atendem à real demanda de saúde em Montserrat. Segundo Romeo, a política de assistência do NHS para BOTs é “fragmentada e mal alinhada”, resultando em desigualdades que levam à perda de vidas.
A situação de Baker não é um caso isolado. Recentemente, outra cidadã de Montserrat, Cherry Brown, enfrentou problemas semelhantes ao receber tratamento no Reino Unido, mas sem suporte financeiro adequado. A falta de infraestrutura de saúde em Montserrat, agravada por desastres naturais ao longo dos anos, continua a forçar os cidadãos a buscar cuidados médicos em outros países, muitas vezes com consequências trágicas.
Os apelos por uma revisão nas políticas de saúde se intensificam, com a expectativa de que o governo britânico reconheça a necessidade de oferecer um sistema de saúde mais equitativo e acessível para os cidadãos de Montserrat.
Entre na conversa da comunidade