- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CIVC) atua como intermediário neutro na busca por restos de reféns em Gaza, em cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que entrou em vigor em 10 de outubro; o acordo prevê a devolução de quinze corpos palestinos para cada israelense.
- Recentemente, o CIVC acompanhou Hamas em áreas ainda sob controle do Exército de Israel para facilitar as buscas; é a primeira menção da entrada do Hamas além da linha amarela, com equipes egípcias e do CIVC ajudando.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato de quarenta e oito horas ao Hamas para acelerar a devolução dos corpos dos reféns, incluindo dois cidadãos americanos.
- O Hamas já devolveu quinze restos, mas não houve novas devoluções nos últimos dias; a busca é dificultada por sessenta milhões de toneladas de destroços em Gaza e pelo menos dez mil palestinos continuam desaparecidos.
- Equipes egípcias, CIVC e Hamas foram autorizados a usar máquinas pesadas na busca; um porta-voz israelense confirmou que o Hamas foi permitido a cruzar a linha amarela para essa finalidade.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CIVC) tem atuado como intermediário neutro na busca por restos de reféns em Gaza. A ação ocorre em um contexto de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 10 de outubro. O Hamas deve devolver os restos de todos os reféns israelenses em troca de corpos palestinos, com um acordo que prevê a devolução de 15 corpos palestinos para cada israelense.
Recentemente, o CIVC acompanhou membros do Hamas em áreas ainda sob controle do Exército de Defesa de Israel (IDF) para facilitar essa busca. Essa é a primeira vez que se menciona a entrada do Hamas além da linha amarela, que delimita as áreas de controle israelense. A presença de equipes egípcias e do CIVC foi autorizada para ajudar nas buscas.
Ultimato de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato de 48 horas ao Hamas para acelerar a devolução dos corpos dos reféns, incluindo dois cidadãos americanos. O prazo se aproxima e a pressão aumenta sobre o grupo militante. Hamas já devolveu 15 restos, mas nenhuma nova devolução ocorreu nos últimos dias.
A busca é complicada devido a cerca de 60 milhões de toneladas de destroços em Gaza, onde pelo menos 10 mil palestinos estão desaparecidos, conforme dados do ministério da saúde local. O Hamas alega não ter informações precisas sobre todos os corpos, enquanto fontes israelenses afirmam que o grupo tem conhecimento de suas localizações.
Desdobramentos da Operação
Equipes egípcias, junto com o CIVC e o Hamas, foram autorizadas a usar máquinas pesadas para a busca. Um porta-voz israelense confirmou que o Hamas foi permitido a cruzar a linha amarela para essa finalidade. A situação continua a ser uma questão sensível no contexto do cessar-fogo, com a comunidade internacional acompanhando de perto os desdobramentos.
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