- A ONU, por meio do Conselho de Segurança, aprovou em 31 de outubro de 2025 uma resolução que endossa a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, com apoio dos Estados Unidos; Rússia, China e Paquistão se abstiveram e a Argélia não votou.
A resolução renovou a missão da Organização das Nações Unidas no Saara Ocidental por mais um ano e não prevê referendum de autodeterminação, demanda histórica da Frente Polisário.
- O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou que a votação representa um passo significativo em direção a uma paz há muito esperada; a proposta aponta a autonomia sob soberania marroquina como solução viável para o conflito.
- A Argélia criticou o texto, dizendo que não atende às aspirações do povo saharaui, enquanto a Frente Polisário afirmou que não participará de processo que legitime a ocupação militar marroquina.
- As manifestações persistem em campos de refugiados saharauis na Argélia, sinalizando que a situação segue tensa mesmo com a renovação da missão da ONU e o impulso diplomático.
A recente resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 31 de outubro de 2025, endossa a soberania marroquina sobre o território disputado do Saara Ocidental. A medida, respaldada pelos Estados Unidos, ocorre em um contexto de longa disputa entre Marrocos e a Frente Polisário, que representa os saharauis. A resolução foi aprovada em uma votação dividida, com a abstenção de Rússia, China e Paquistão, enquanto a Argélia não participou da votação.
O texto da resolução não menciona a realização de um referendo sobre a autodeterminação, uma demanda histórica da Frente Polisário. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que a votação representa um passo significativo em direção a um “paz há muito esperada”. A resolução sugere que a autonomia genuína sob a soberania marroquina poderia ser uma solução viável para o conflito, que se arrasta desde a retirada da Espanha do território em 1975.
Reação da Comunidade Internacional
A aprovação da resolução foi recebida com críticas pela Argélia, que considera o texto insuficiente para atender às aspirações do povo saharaui. Amar Bendjama, embaixador argelino na ONU, destacou que a proposta não atende às expectativas legítimas e que a luta pela autodeterminação continua. Enquanto isso, a Frente Polisário já declarou que não participará de qualquer processo que legitime a ocupação militar marroquina.
A resolução também renovou a missão de paz da ONU no Saara Ocidental por mais um ano, um esforço que já dura mais de três décadas. Apesar das promessas de diálogo, os desdobramentos recentes indicam que a situação permanece tensa, com manifestações ocorrendo em campos de refugiados saharauis na Argélia, onde a população reafirma seu compromisso com a luta pela autodeterminação.
Implicações Futuras
A nova dinâmica pode impactar a longa estagnação do processo de paz, que já viu várias tentativas frustradas de resolução. O Conselho de Segurança da ONU pediu que todas as partes aproveitem esta oportunidade para buscar uma paz duradoura, mas a falta de consenso sobre a autodeterminação pode dificultar avanços significativos. A situação no Saara Ocidental continua a ser um ponto central nas relações diplomáticas da região, com Marrocos utilizando o apoio internacional como um critério para medir suas alianças.
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