Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Algoritmo de anúncios de empregos da rede social é sexista, decide órgão francês

Défenseur des Droits da França considera algoritmo de anúncios de empregos do Facebook sexista e impõe prazo de três meses para eliminar discriminação

French rights organisations the Foundation for Women (La Fondation des Femmes)and Women Engineers (Femmes Ingénieurs) welcomed the ruling. Photograph: winnievinzence/Shutterstock
0:00
Carregando...
0:00
  • A Defensoria dos Direitos da França determinou que o algoritmo de anúncios de emprego do Facebook, hoje sob Meta, é sexista e deu três meses para a empresa adotar medidas de não discriminação.
  • A investigação mostrou que nove em cada dez anúncios de mecânica são direcionados a homens, enquanto anúncios para educadores infantis atingem principalmente mulheres.
  • Além disso, oito em cada dez visualizações de anúncios para psicólogos foram por mulheres e sete em cada dez anúncios de pilotos foram direcionados a homens.
  • A Meta discordou da decisão e avalia opções, sugerindo que o caso pode criar precedente para responsabilização de plataformas digitais.
  • Organizações de direitos das mulheres elogiaram a decisão, que também se conecta a controvérsias anteriores da empresa sobre anúncios habitacionais em dois mil e vinte e dois.

A Defensoria dos Direitos da França determinou que o algoritmo de anúncios de emprego do Facebook, agora sob a propriedade da Meta, é sexista. A decisão foi baseada em uma investigação que revelou que as vagas para mecânicos são predominantemente direcionadas a homens, enquanto anúncios para professores de educação infantil focam em mulheres. O regulador deu um prazo de três meses para que a Meta implemente medidas que garantam a não discriminação em seus anúncios.

A análise revelou que nove em cada dez anúncios de mecânica foram exibidos para homens, enquanto a mesma proporção de anúncios para educadores infantis foi vista por mulheres. Além disso, oito em cada dez visualizações de anúncios para psicólogos foram feitas por mulheres, enquanto sete em cada dez anúncios de pilotos foram direcionados a homens. A Defensoria concluiu que o sistema de anúncios do Facebook trata os usuários de forma desigual com base no sexo, configurando discriminação indireta.

Reação e Implicações

Organizações de direitos das mulheres, como a Fundação das Mulheres e Mulheres Engenheiras, apoiaram a decisão, considerando-a um marco na responsabilização de plataformas digitais. Josephine Shefet, advogada dos reclamantes, afirmou que a decisão envia uma mensagem clara: plataformas digitais serão responsabilizadas por preconceitos em seus algoritmos.

A Meta, por sua vez, contestou a decisão. Um porta-voz indicou que a empresa está avaliando suas opções e discorda da conclusão do regulador. Este caso pode estabelecer um precedente importante para futuras ações legais contra discriminação em plataformas digitais, especialmente após a Meta já ter concordado em modificar seus algoritmos de anúncios habitacionais em 2022, após alegações de discriminação racial e de gênero.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais