- O egiptólogo Jaled Al Anani foi eleito diretor-geral da UNESCO durante a 43ª Conferência Geral em Samarcanda, Uzbequistão, com 172 de 174 votos.
- É o primeiro árabe e o segundo africano a ocupar o cargo em oitenta anos de história da agência, substituindo Audrey Azoulay.
- Al Anani tem trajetória que começou como guia turístico em Giza, atuou como professor na Universidade de Helwan, publicou mais de 20 obras e foi ministro de Antiguidades e Turismo do Egito, liderando projetos como a inauguração do Museu Nacional da Civilização Egípcia.
- A candidatura, apresentada pelo Egito em 2023, tinha apoio da União Africana e da Liga Árabe; ele defende educação e cultura como ferramentas para a paz e a dignidade humana, com foco em inclusão e acesso ao patrimônio para crianças e pessoas com deficiência.
- Com a saída prevista dos Estados Unidos da UNESCO em 2026, o desafio é manter a estabilidade financeira da organização; Al Anani disse que trabalhará por uma UNESCO forte e unida, ressaltando que a educação pode curar, a ciência guiar e a cultura conectar a humanidade.
O egiptólogo Jaled Al Anani foi eleito, nesta quinta-feira, diretor geral da UNESCO durante a 43ª Conferência Geral da organização, realizada em Samarcanda, Uzbequistão. Com 172 dos 174 votos a seu favor, Al Anani se destaca como o primeiro árabe e o segundo africano a ocupar este cargo em 80 anos de história da agência.
Al Anani, que sucede Audrey Azoulay, possui uma trajetória notável que começou como guia turístico em Giza, sua cidade natal. Ao longo de sua carreira, ele se destacou como acadêmico, lecionando na Universidade de Helwan e publicando mais de 20 obras especializadas. Também atuou como ministro de Antigüedades e Turismo do Egito, onde liderou projetos significativos, como a inauguração do Museu Nacional da Civilização Egípcia.
Prioridades e Desafios
Durante sua candidatura, apresentada por Egito em 2023, Al Anani recebeu apoio oficial da União Africana e da Liga Árabe. Ele enfatizou a importância da educação e da cultura como ferramentas para a paz e a dignidade humana. Em sua nova função, Al Anani pretende focar na inclusão e no acesso ao patrimônio cultural, especialmente para crianças e pessoas com deficiência.
Com a saída dos Estados Unidos da UNESCO prevista para 2026, Al Anani enfrenta o desafio de manter a estabilidade financeira da organização, que depende em parte da contribuição americana. Ele se comprometeu a trabalhar por uma UNESCO forte e unida, destacando que “a educação pode curar, a ciência pode guiar e a cultura pode conectar a humanidade”.
A eleição de Al Anani representa não só um marco para o Egito, mas também uma nova era para a UNESCO, com um foco renovado em diversidade e inclusão.
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