- Marrocos celebrou o 50º aniversário da Marcha Verde de forma discreta: o rei Mohammed VI cancelou o discurso tradicional e viajou a Dubai, em vez de participar das festividades em El Aaiún.
- A comemoração ocorreu em El Aaiún, com reforço de segurança e presença de poucos ministros.
- O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou resolução que sustenta o plano de autonomia proposto por Rabat.
- O rei estabeleceu o 31 de outubro como nova festa nacional, comemorando a decisão da ONU favorável à autonomia; a Marcha Verde, que envolveu mais de 350 mil marroquinos em 1975, é reencenada em eventos locais.
- O enviado da ONU, Staffan de Mistura, espera propostas para iniciar nova agenda de negociações; o alcalde Hamdi Uld Errachid defende a soberania marroquina, enquanto Larbi Enas, ex-líder militar do Polisário, diz que autodeterminação é utopia.
Marrrocos celebrou o 50º aniversário da Marcha Verde de forma discreta, evitando os excessos habituais. O rei Mohammed VI cancelou seu tradicional discurso e optou por uma viagem a Dubai, em vez de participar das festividades em El Aaiún, a capital do Saara Ocidental. Este evento marca a mobilização que forçou a retirada da Espanha do território em 1975.
A comemoração ocorreu em um contexto em que o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que favorece o plano de autonomia proposto por Rabat. O ambiente em El Aaiún foi festivo, mas a presença de forças de segurança foi reforçada, especialmente em áreas com forte apoio ao Polisário. Apenas alguns ministros compareceram às cerimônias.
Mudanças e Novas Celebrações
O rei estabeleceu o 31 de outubro como uma nova festa nacional, celebrando a votação favorável da ONU à autonomia marroquina. A Marcha Verde, que envolveu mais de 350.000 marroquinos em 1975, é agora simbolicamente reencenada em eventos que atraem a população local.
O clima em El Aaiún refletiu a divisão entre os apoiadores da autonomia e os que defendem a independência. O alcalde Hamdi Uld Errachid afirmou que a resolução da ONU encerra o conflito, defendendo a soberania marroquina. Por outro lado, o ex-líder militar do Polisário, Larbi Enas, acredita que a autodeterminação é uma utopia e sugere que o plano de autonomia deve evoluir.
Perspectivas Futuras
O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, aguarda propostas das partes envolvidas para iniciar uma nova agenda de negociações. Ele ressaltou que a resolução da ONU estabelece um marco para o diálogo, mas não garante um resultado específico. A busca por uma solução consensual continua no horizonte do conflito no Saara Ocidental.
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