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Jesse Hughes, dos Eagles of Death Metal, em Paris para homenagem ao Bataclan

Jesse Hughes retorna a Paris para a cerimônia do décimo aniversário dos ataques de 2015, no memorial próximo à prefeitura, com Macron e Hidalgo

Eagles of Death Metal's Jesse Hughes performs at the Malakoff in July in Nordfjordeid, Norway.
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  • Jesse Hughes, frontman da Eagles of Death Metal, retorna a Paris para a cerimônia de memorial às vítimas dos ataques de 2015, que deixaram 130 mortos, incluindo 90 no Bataclan.
  • O ato ocorre hoje, em um novo jardim memorial próximo à prefeitura da cidade, marcando o décimo aniversário da tragédia.
  • Hughes, que estava se apresentando no Bataclan durante o ataque, descreve a experiência como a pior da vida e diz ter reconstruído a vida com apoio de fãs e da comunidade francesa.
  • A cerimônia contará com a presença de dignitários, incluindo o presidente Emmanuel Macron e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo; Macron diz que a nação se reúne para honrar as vítimas e lutar contra o terrorismo.
  • Em anos anteriores, Hughes e a banda realizaram tributos; em 2016 ele foi criticado por sugerir que seguranças muçulmanos no Bataclan poderiam estar envolvidos no ataque, o que gerou pedido de desculpas.

O frontman da banda Eagles of Death Metal, Jesse Hughes, retorna a Paris para a cerimônia de memorial em homenagem às vítimas dos ataques de 2015, que resultaram na morte de 130 pessoas, incluindo 90 no Bataclan. O evento ocorre hoje, em um novo jardim memorial próximo à prefeitura da cidade, marcando o décimo aniversário da tragédia.

Hughes, que estava se apresentando no Bataclan durante o ataque, descreve a experiência como a pior de sua vida. Em uma declaração, ele afirmou: “Perdi a fé em quase tudo, perdi a confiança, perdi a sanidade”. O músico destaca que, com o apoio de fãs e da comunidade francesa, conseguiu reconstruir sua realidade após o trauma.

A cerimônia contará com a presença de dignitários, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo. Macron ressaltou que a nação se reunirá para honrar a memória dos que perderam a vida e reafirmar seu compromisso na luta contra o terrorismo. Hughes mencionou que retornar a Paris se tornou uma tradição sombria, onde compartilha um sentimento de camaradagem com outros sobreviventes.

Memórias e Tributos

Em anos anteriores, Hughes e sua banda realizaram tributos em memória das vítimas. Em 2017, tocaram uma versão de “Save a Prayer” e o single “I Love You All The Time”. Contudo, em 2016, Hughes enfrentou críticas após sugerir, em entrevistas, que seguranças muçulmanos no Bataclan poderiam estar envolvidos no ataque, o que resultou em um pedido de desculpas.

A cerimônia de hoje não apenas marca um momento de lembrança, mas também uma reafirmação da resiliência e solidariedade da comunidade frente ao terror. Hughes expressa que sua presença em Paris é uma forma de mostrar que “os maus não venceram”.

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