- Mariâm Cissé, jovem de cerca de 20 anos, foi raptada e executada na praça da Independência de Tonka, no Mali, por supostos jihadistas, sob a acusação de apoiar o exército maliense.
- O crime ocorreu na última sexta-feira, diante de dezenas de pessoas, segundo testemunhas que relataram detalhes do ataque e da identificação.
- Cissé era influenciadora local no TikTok, com cerca de 90 mil seguidores, e expressava opiniões além de mostrar a vida cotidiana da comunidade.
- Fatoumata Harber, blogueira local, afirmou que Cissé foi alvo por ser mulher que se expressa livremente, dizendo que terroristas não querem ver mulheres assim.
- A violência em Mali vem aumentando desde 2012, com atuação do grupo JNIM no norte e áreas rurais, contribuindo para clima de medo e instabilidade que levaram várias nações a orientar seus cidadãos a deixarem o país.
Mariâm Cissé, uma jovem de aproximadamente 20 anos, foi raptada e executada na praça da Independência em Tonka, Mali, por supostos jihadistas. O crime ocorreu na última sexta-feira e a acusação contra ela foi de apoiar o exército maliense na luta contra o terrorismo. Testemunhas relataram que a execução aconteceu diante de dezenas de pessoas.
Cissé era uma influenciadora local no TikTok, onde expressava suas opiniões e mostrava aspectos da vida cotidiana de sua comunidade. Seu perfil contava com cerca de 90 mil seguidores. Segundo a bloguera Fatoumata Harber, Cissé foi alvo por ser uma mulher que se expressava livremente. “Os terroristas não querem ver mulheres que se expressam”, afirmou Harber.
No dia anterior ao rapto, Cissé gravou vídeos em um mercado próximo, onde foi identificada por homens armados. Após o sequestro, foi levada para sua cidade natal e executada. Moradores relataram que ela foi acusada de ser “uma inimiga” por gravar conteúdos em apoio ao exército. A jovem já havia recebido ameaças de morte, inclusive nas redes sociais.
Contexto de Violência
Mali enfrenta um aumento da violência jihadista desde 2012, especialmente nas regiões do norte e rural. O grupo JNIM, que atua na área, tem promovido um clima de medo, intensificado por ataques e bloqueios a recursos essenciais, como combustível. Essa situação levou diversos países a aconselharem seus cidadãos a deixarem o país.
A execução de Cissé é vista como uma mensagem contra a liberdade de expressão feminina. Harber destaca que o ataque é um sinal do que pode acontecer se os jihadistas retomarem o controle total do país. “Nos atacam primeiro, como ocorreu em 2012”, ressaltou. A instabilidade atual reforça a vulnerabilidade das comunidades locais, que frequentemente carecem de proteção adequada.
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